Oposição critica formato da agenda cultural de Tomar
A vereadora do PS na Câmara de Tomar, Filipa Fernandes, criticou a forma como o executivo municipal está a comunicar com a população, apontando falhas na divulgação das iniciativas do mercado municipal e acusando a maioria de usar a agenda cultural do concelho com fins de promoção política. Na reunião camarária de 9 de Março, Filipa Fernandes lamentou que, apesar de o mercado municipal ter sido apresentado como uma prioridade pelo actual executivo, a página do município continue sem dar destaque às actividades ali realizadas. Como exemplo, referiu o projecto de educação nutricional “Tomar à Prova”, que, segundo disse, não teve a devida visibilidade nos canais municipais.
A vice-presidente da autarquia, Célia Bonet (AD PSD/CDS), rejeitou a ideia de falta de apoio ao mercado municipal, respondendo que “a página do município é o que é”. Também o vereador Samuel Fontes (Chega) admitiu que a crítica à comunicação faz sentido, embora tenha assegurado que o mercado municipal não está esquecido. Explicou que foi necessário tratar primeiro de questões de regulamentação e garantiu que o espaço terá mais dinâmica no futuro. No mesmo debate, Filipa Fernandes atacou a actual agenda cultural do município, considerando que deixou de ser um instrumento de divulgação de eventos para passar a assumir um tom de promoção política do executivo. A vereadora recordou que, durante os 12 anos de governação socialista, a agenda tinha apenas um propósito informativo, ao contrário do modelo actual, que “começa com a fotografia do presidente”. A crítica foi reforçada por Hugo Cristóvão, também vereador do PS, que classificou a actual linha editorial da agenda como “uma clara propaganda política”, embora reconhecendo que se trata de uma opção legítima da maioria. Célia Bonet recusou essa leitura e defendeu que a publicação “não é propaganda política”, mas antes “uma forma de mostrar o que está a ser feito”.
Filipa Fernandes chamou ainda a atenção para os danos existentes no abrigo junto à Escola Básica D. Nuno Álvares Pereira, defendendo uma solução provisória para proteger as crianças enquanto esperam pelos transportes públicos. A vice-presidente garantiu que já está em curso o procedimento para aquisição de um novo abrigo e reconheceu a urgência em resolver o problema.

