Cartaxo tem 240 reclamações ao PDM e munícipes pedem respostas
Munícipes pressionaram o executivo na reunião de 19 de Março com dúvidas sobre terrenos e construção, enquanto o problema dos animais errantes voltou a expor atrasos na resposta. Câmara admite 240 reclamações ao PDM e diz que questão dos gatos de rua “não está esquecida”.
A reunião de câmara do Cartaxo de 19 de Março ficou marcada por intervenções do público centradas em dois temas sensíveis: o Plano Director Municipal (PDM) e a falta de resposta eficaz para os animais errantes no concelho. No período reservado aos munícipes, vários participantes pediram esclarecimentos sobre terrenos e possibilidades de construção, num momento em que a revisão do PDM continua a gerar dúvidas e expectativas frustradas. Manuel Martim Santos defendeu que o seu terreno, situado na Rua do Sales, junto à Agriloja, em Vila Chã de Ourique, deveria ser classificado como urbanizável, de forma a permitir que os filhos ali construíssem habitação. Também João Fernandes questionou a possibilidade de voltar a construir num terreno pertencente à mulher, em Vale de Moinhos, igualmente em Vila Chã de Ourique, onde essa possibilidade deixou de existir em 2008.
O vice-presidente, Pedro Reis, lembrou que o período de consulta pública do PDM terminou em Maio do ano passado e revelou que a autarquia tem actualmente em mãos cerca de 240 reclamações. Ao mesmo tempo, deixou um aviso pouco animador para quem espera ver alargados os perímetros urbanos, admitindo que o município “não vai ter grande sorte” nesse capítulo. Já o presidente da câmara, João Heitor, apontou Julho ou Agosto como meta para a conclusão do novo PDM. Perante os casos apresentados, sustentou, no entanto, que questões desta natureza terão melhor enquadramento em reuniões com os serviços de arquitectura da autarquia ou através de pedidos de informação prévia, considerando esses canais mais produtivos do que a intervenção em reunião de câmara.
A gestão dos animais errantes foi o outro tema quente da sessão. Fátima Figueiredo, professora no concelho, alertou para a dimensão do problema em várias aldeias e criticou a ausência de resultados práticos, apesar de já ter reunido anteriormente com o presidente da câmara sobre o assunto. Na intervenção, defendeu a aplicação efectiva do programa SEDE, o controlo das colónias de gatos, a esterilização dos animais e um trabalho de sensibilização da população quanto aos locais e formas adequadas de alimentação. João Heitor reconheceu a necessidade de avançar com o SEDE e assumiu essa medida como um objectivo do executivo. A vereadora Maria João Oliveira acrescentou que o processo está em marcha e revelou que já existe uma proposta com a identificação das colónias e dos respectivos cuidadores, documento que se encontra agora em análise pelo médico veterinário da APAAC.

