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Abstenção independente garante aprovação da revisão ao orçamento em Alenquer

A primeira revisão ao Orçamento e Grandes Opções do Plano de 2026 do Município de Alenquer foi aprovada à segunda tentativa, graças à abstenção do vereador independente Tiago Pedro. PSD e Chega votaram contra, enquanto o mapa de pessoal, que corria risco de chumbo, foi retirado da ordem do dia.

A 1.ª revisão ao Orçamento e Grandes Opções do Plano de 2026 do Município de Alenquer foi aprovada, à segunda tentativa, na reunião do executivo de 23 de Março, graças à abstenção do vereador independente Tiago Pedro, que, da primeira vez que o assunto esteve em cima da mesa, votou contra. Os dois vereadores do PSD, Filipe Rogeiro e Francisco Guerra, assim como Carlos Sequeira, do Chega, mantiveram o voto contra.
O presidente da câmara, João Nicolau (PS), disse que teve em conta os argumentos dos vereadores do PSD expostos na reunião de câmara de 9 de Março e que defendiam a redução da despesa com festas e eventos, o reforço das verbas destinadas às freguesias e a elaboração de um relatório detalhado sobre os danos provocados pelas intempéries, acompanhado de um plano de recuperação com prioridades definidas.
João Nicolau explicou agora que o novo documento retirou 60 mil euros destinados à realização da Feira da Ascensão e 70 mil euros para a Alma do Vinho e que foi reforçada a rubrica destinada a apoiar os bombeiros do concelho. Foi ainda colocada uma verba para a recuperação dos telhados dos edifícios municipais.
As alterações não foram suficientes para convencer o PSD. Francisco Guerra considerou que o documento apresentou melhorias em relação ao que tinha sido apresentado anteriormente, mas que o apoio às freguesias continua a ser “manifestamente insuficiente” face aos danos sofridos com as intempéries. “Apresentámos uma solução concreta de reforçar as transferências para as freguesias para mais 1,15 milhões de euros, recorrendo à reprogramação de verbas, redução de despesas com eventos e eliminação do aumento previsto com o mapa de pessoal”, sublinhou.
João Nicolau voltou a referir que diminuiu em 26% a verba para eventos, mas que, por exemplo, no que diz respeito à Alma do Vinho, a autarquia não quer perder a dinâmica que se ganhou nos últimos dois mandatos, com vários estrangeiros presentes no evento. O edil diz que, de 450 mil euros gastos em 2025 no evento, foi gerada uma receita de 470 mil, além de que a entidade de turismo do Centro atribuiu ao evento “um valor considerável”, acrescentou.
Tiago Pedro saudou a forma como o ponto foi apresentado pelo presidente, mas antevê quatro anos difíceis. Absteve-se, reconhecendo as intervenções necessárias por causa do mau tempo. Feitas as contas, o ponto foi aprovado apenas com os votos a favor dos eleitos socialistas, com abstenção de Tiago Pedro e votos contra do PSD e Chega.

Câmara queria contratar mais seis dezenas de funcionários
A Câmara de Alenquer excede a média nacional no que diz respeito ao número de funcionários, mas queria contratar mais 63 pessoas para o mapa de pessoal de 2026. O ponto já tinha sido chumbado a 9 de Março e agora foi retirado da ordem de trabalhos após a oposição dizer que iria reprovar o documento.
João Nicolau garante que os funcionários fazem falta e que as necessidades foram elaboradas por cada serviço camarário, tendo em conta as diversas aposentações previstas. O edil deu como exemplo o facto de não existir na Câmara de Alenquer um único técnico superior de segurança. Acrescentou que o gabinete de comunicação está a funcionar nos mínimos, sendo ainda necessários muitos assistentes operacionais. “Não estamos a falar de encher gabinetes, estamos a falar de pessoas que são necessárias”, disse, alertando que, se as coisas não se fizerem internamente, têm de ser contratadas externamente (empresas), o que fica muito mais caro para os cofres do município.
A oposição considera um exagero o número de contratações sugeridas e aponta erros cometidos no passado. O ponto acabou por ser retirado e João Nicolau sugeriu à oposição propostas para elaborar um novo mapa de pessoal, mais curto.

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