Benavente aprova moção a favor do regresso da PPP ao Hospital Vila Franca de Xira
Documento recomenda ao Governo a avaliação de um novo modelo de gestão para reforçar a capacidade de resposta do Hospital Vila Franca de Xira, que serve cerca de 250 mil habitantes da região.
O executivo da Câmara Municipal de Benavente aprovou uma moção que defende o regresso do modelo de parceria público-privada (PPP) ao Hospital Vila Franca de Xira. O documento foi aprovado com os votos favoráveis da coligação PSD/CDS (AD) e do Chega, a abstenção do PS e o voto contra da CDU. Na moção, o município recomenda ao Governo que avalie a reinstalação de um modelo de gestão em PPP naquela unidade hospitalar, com o objectivo de reforçar a capacidade de resposta e garantir melhores condições de acesso aos cuidados de saúde para a população.
O documento manifesta também preocupação com o encerramento das urgências de ginecologia e obstetrícia no Hospital Vila Franca de Xira, uma decisão que, segundo a autarquia, tem impacto directo em cerca de 250 mil habitantes da região e em milhares de grávidas que dependem dessa unidade hospitalar. A moção defende que o eventual regresso do modelo de PPP deverá prever a reabertura das urgências obstétricas, bem como a manutenção das urgências pediátricas e de adultos, garantindo simultaneamente a recuperação e melhoria dos principais indicadores de produção e desempenho assistencial.
Para a Câmara de Benavente, a reinstalação de um modelo de gestão em parceria público-privada poderá contribuir para recuperar a eficiência e a qualidade dos serviços prestados. O município recorda também que o Hospital Vila Franca de Xira apresentou indicadores positivos durante o período em que funcionou em regime de PPP, designadamente no controlo dos tempos de espera, na capacidade cirúrgica, no cumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos e na satisfação dos utentes.
Segundo a moção, a reversão para um modelo de gestão exclusivamente pública em 2021 traduziu-se num conjunto de dificuldades no funcionamento da unidade hospitalar, nomeadamente no aumento dos tempos de espera, no agravamento das listas de cirurgia, na perda de profissionais de saúde e numa maior fragilidade ao nível da organização e gestão dos serviços.
O documento vai ser enviado para conhecimento à Presidência da República, ao Ministério da Saúde, aos grupos parlamentares da Assembleia da República, à Unidade Local de Saúde do Estuário do Tejo, às comissões de utentes da área de influência do Hospital Vila Franca de Xira e aos órgãos de comunicação social nacionais e locais.

