Avança concurso público para melhorar acessibilidades ao Castelo de Torres Novas
O executivo da Câmara de Torres Novas aprovou, por unanimidade, as peças do procedimento e abertura do concurso público da empreitada «Quarteirão Cultural – Acessibilidades no Castelo de Torres Novas». O orçamento totaliza 1,6 milhões de euros (mais IVA), com um prazo de execução proposto de 365 dias.
A intervenção está inserida na estratégia municipal de requalificação do Quarteirão Cultural e visa melhorar as condições de acessibilidade ao Castelo de Torres Novas, monumento classificado como Património Nacional. A proposta contempla a criação de um percurso acessível até ao estacionamento, assegurando o acesso universal e a superação das actuais condicionantes topográficas. A intervenção permitirá igualmente requalificar percursos existentes e valorizar a fruição pública do monumento e da sua envolvente.
A empreitada prevê a reformulação das escadinhas que vão da Praça dos Claras ao Castelo e prevê-se intervir no percurso ao longo do sopé do Alambor, através da estabilização e regularização do pavimento. Integra ainda a reformulação e ampliação das infraestruturas eléctricas e de iluminação pública funcional e decorativa, com recurso a tecnologia LED e sistema de telegestão, valorização cénica das muralhas e da estátua de D. Sancho I, bem como a criação das infraestruturas necessárias, instalações de apoio a eventos culturais, incluindo preparação para mobilidade eléctrica.
De fora ficou, para já, a implementação de um elevador, como estava inicialmente previsto, por falta de verba, segundo disse o presidente do município, José Trincão Marques, que considera existirem outras obras mais prioritárias no concelho como melhoramentos na rede viária e cobertura do Palácio dos Desportos. A empreitada «Quarteirão Cultural – Acessibilidades no Castelo de Torres Novas» foi submetida ao ITI – Investimentos Territoriais Integrados, do Quadro Comunitário Portugal 2030, sendo que o projecto foi validado pela entidade de gestão, nomeadamente a CCDR Centro e a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

