uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante

Atraso na Choromela em Tomar não ameaça verbas do PRR

Construção de habitação na Choromela, em Tomar, sofreu atrasos provocados pela tempestade e por alterações técnicas nas fundações, mas o presidente da câmara assegura que a obra continua dentro da margem temporal exigida pelo Plano de Recuperação e Resiliência.

A empreitada de construção de edifícios para habitação na Choromela, em Tomar, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), teve de avançar com uma prorrogação do prazo de execução, mas sem colocar em causa o acesso ao financiamento. A garantia foi deixada pelo presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, que assegurou que os trabalhos continuam enquadrados no calendário limite definido pelo programa. Segundo o autarca, dois dos quatro lotes deverão ficar concluídos até 31 de Março, cumprindo o prazo inicialmente previsto, enquanto os restantes dois deverão estar finalizados até ao final de Maio, ainda dentro da janela temporal aceite pelo PRR. Tiago Carrão revelou também que Pedro Dominguinhos, responsável pela coordenação do PRR, visitou recentemente as empreitadas em curso no concelho para acompanhar o andamento dos projectos.
Sobre a necessidade de prolongar o prazo da obra, o presidente explicou que o pedido partiu do empreiteiro. Entre as razões apontadas estão os efeitos da tempestade que afectou os trabalhos e a necessidade de alterar as fundações já em execução, decisão que resultou de avaliação técnica em fase de obra. Na reunião de câmara, o vereador do PS José Delgado quis perceber a origem exacta do atraso, defendendo que importa apurar se a responsabilidade cabe ao município ou ao empreiteiro, uma vez que dessa avaliação podem resultar encargos adicionais. “Ou os projectos são feitos atempadamente e as candidaturas, ou os prazos resvalam sempre”, afirmou, sublinhando a importância de prevenir derrapagens.
Também o vereador Hugo Cristóvão, que presidiu ao município no mandato anterior, altura em que decorreu grande parte do processo, defendeu as opções tomadas. O socialista considerou que todas as obras enquadradas no PRR implicam risco, mas frisou que “o risco maior é não fazer”. Acrescentou ainda que o modelo de concepção-construção adoptado neste caso, embora pouco habitual no município, permitiu ganhar tempo antes do arranque da empreitada e transferir para o empreiteiro parte da responsabilidade pela execução.

Mais Notícias

    A carregar...