Saúde | 08-10-2017 10:41

Ortopedia seria especialidade de excelência em Santarém se houvesse mais médicos

Ortopedia seria especialidade de excelência em Santarém se houvesse mais médicos

Luís Tomaz, director da Ortopedia do Hospital de Santarém, espera mudar a realidade com novo bloco operatório

Luís Tomaz é o director da Ortopedia do Hospital de Santarém desde 2015 e luta desde essa altura pela implementação de um serviço de excelência, o que não tem sido fácil devido à falta de médicos suficientes. Com um novo bloco operatório, que está em obras e vai aumentar a capacidade para o triplo, o médico ortopedista acredita que é possível cativar médicos novos.

O que é que evoluiu nos últimos tempos na ortopedia? Hoje o que verificamos na ortopedia, que é relativamente recente, tem cerca de 60 anos em Portugal, é que se diversificaram muito as áreas. Actualmente há ortopedistas que se dedicam a áreas específicas, uns ao joelho, outros à coluna, etc. Isto porque as técnicas evoluíram muito.

Isto estará relacionado com a evolução do desporto e dos traumatismos nesta actividade? A ciência médica e a ortopedia são componentes de apoio à medicina desportiva. É verdade que a medicina avançou bastante a encontrar soluções que sejam eficazes no tratamento dos atletas e depois isso reflecte-se nas pessoas em geral.

Não o preocupa que crianças e adolescentes apareçam muito cedo com lesões desportivas? O que existe algumas vezes é uma deficiência de formação dos preparadores físicos para acompanharem o período de evolução desportiva das crianças e jovens. Temos um papel preventivo das lesões quando acompanhamos os praticantes, os clubes, com a aplicação de treinos adequados. Verificamos que muitas vezes os miúdos aparecem com excesso de trabalho muscular, por quererem grandes desempenhos e às vezes são os próprios pais que influenciam isso.

Isso tem influência no futuro, na idade adulta. Hoje os miúdos querem ser como o Cristiano Ronaldo e os pais também o desejam. Sendo miúdos com boa preparação física e treino específico podem evoluir sem lesões. Os que não fizerem treinos adequados podem ter lesões, como qualquer outra pessoa. Numa criança as lesões podem ser mais graves se não forem devidamente tratadas.

Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE AQUI

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1329
    13-12-2017
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1329
    13-12-2017
    Capa Médio Tejo