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O tempo dá para fazermos tudo aquilo de que gostamos desde que seja bem gerido
Dulce Silva

O tempo dá para fazermos tudo aquilo de que gostamos desde que seja bem gerido

Dulce Silva é responsável pelo Departamento de Qualidade da Central de Cervejas. Dulce Silva é uma mulher de gestos calmos, voz doce e sorriso genuíno. Os colegas reconhecem-lhe uma grande capacidade de gerir o seu tempo. Responsável pelo Departamento de Qualidade da Central de Cervejas, em Vialonga, concelho de Vila Franca de Xira, dirige uma equipa de 16 pessoas, é mãe de três adolescentes e ainda encontra tempo para costurar, fazer caminhadas e voluntariado.

Edição de 17.11.2016 | Aniversário

Há vinte e dois anos recebeu um telefonema da Central de Cervejas a convidá-la para fazer um estágio. Aceitou, gostou e agora dirige o Departamento de Qualidade de uma grande empresa que emprega 800 trabalhadores, em Vialonga, Vila Franca de Xira, quarenta por cento dos quais são oriundos da região. A empresa faz parte do Grupo Heineken e, além da Cerveja Sagres, produzem também a Água do Luso e a Heineken, entre outros produtos.
“Sou de Beja e por ‘culpa’ de uma professora de Química, apaixonei-me pela disciplina, apesar de também gostar muito de Matemática”, começa por dizer. Nem 18 anos tinha quando chegou à capital para tirar a licenciatura em Engenharia Química, no Instituto Superior Técnico. Um colega deu o contacto de Dulce Silva ao responsável pelos estágios da Central de Cervejas e foi como cumprir uma profecia: “Recordo-me que durante o curso fizemos uma visita a esta empresa e eu pensei que seria muito interessante um dia vir a trabalhar aqui”. Acertou na “mouche”.
Morou durante algum tempo em Loures, após o casamento, mas actualmente reside em Lisboa. “Em dias sem trânsito, em dez ou quinze minutos estou no trabalho”, revela. Gosta de chegar cedo, “por volta das oito da manhã”, para começar a planificar o seu dia. Aliás, “planeamento” é um dos segredos do seu sucesso, quer na vida profissional como familiar. “Vejo os e-mails e faço o ponto da situação antes de começar a rotina do dia”. Consegue “sair” do trabalho às seis da tarde, apesar de, com a Internet, acabar por estar “sempre disponível”.
“Não é impossível conciliar a vida profissional com a maternidade. É exigente. Claro que agora é mais fácil do que quando eram mais pequenos”, diz, garantindo que não existem truques. “Vou gerindo o dia-a-dia de acordo com as prioridades”, assume.
Com a Teresa, a filha mais velha, de 19 anos, partilha a paixão pelo Benfica: “Sofro um bocadinho com o futebol, vou comemorar sempre as vitórias e o prognóstico para este ano é que vamos ganhar o Campeonato, claro”, diz a sorrir. O Tiago, de 16 anos, e o Tomás, de 13, estão do lado do pai e são do Sporting. Nada que Dulce Silva não consiga gerir, afinal porque, diz com humor: “O Benfica é sempre o melhor”. Na porta de um dos armários do seu gabinete, tem colada uma fotografia ao lado da filha, ambas com o cachecol encarnado das águias.
Além do trabalho na Central de Cervejas, Dulce é também auditora do laboratório da Heineken, o que lhe confere mais responsabilidade mas também lhe proporciona uma experiência que considera valiosa. “Pertencer a um grande grupo permite que tenhamos acesso a muita informação. Temos uma base de dados muito bem estruturada e uma grande experiência e isso é uma mais valia”, explica.

“Gosto muito de estar no terreno”
Como a Qualidade abrange todas as áreas da empresa, Dulce Silva acaba por estar em contacto com a maior parte dos trabalhadores da Central de Cervejas, que é justamente aquilo que mais aprecia no seu trabalho: “Gosto muito de estar no terreno, aprende-se muito”, revela. As amizades fazem-se também no refeitório, onde almoça na companhia dos colegas de laboratório ou “com quem lá esteja”, uma vez que o “ambiente é muito bom”.
No distrito de Santarém a cidade que mais lhe agrada é Tomar. Também gosta de certas zonas em que a natureza se exibe em grandeza e é uma adepta da gastronomia da região. Aos fins-de-semana descontrai quando faz caminhadas com a família, vai almoçar fora ou simplesmente passeia.
Embora Dulce Silva não o tenha referido, O MIRANTE sabe que outra das suas ocupações é de carácter social. A responsável pelo Departamento de Qualidade da Central de Cervejas faz voluntariado na Refood – uma associação que recolhe alimentos para pessoas carenciadas. Parece difícil conciliar tanta coisa. Para o fazer diz que o essencial é a vontade. “Digo sempre isto e tento transmiti-lo aos meus filhos: devemos lutar por aquilo que gostamos, independentemente do esforço que isso envolva”.

“Sou eu que faço a minha própria roupa”
Há dez anos uma amiga convidou-a para experimentar a costura. “Começámos por fazer umas toalhas de praia e agora já conseguimos fazer outras coisas”. Têm até uma página no Facebook, que Dulce Silva não quis revelar. Aos sábados de manhã frequenta um curso de costura e já fez casacos, calças e camisas. “Agora sou eu que faço a minha própria roupa”, revela.

O tempo dá para fazermos tudo aquilo de que gostamos desde que seja bem gerido

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