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17/08/2017
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O MIRANTE dos Leitores

Alguém tem que investigar o que se passa na estação de comboios de Santarém

A morte de uma senhora na estação de comboios de Santarém, trucidada por um comboio de mercadorias que passava na linha um, do lado das bilheteiras e do gabinete do chefe de estação, quando tentava apanhar um comboio no sentido de Lisboa na linha dois, exige uma investigação. É urgente saber porque é que o pessoal da estação, que tem responsabilidades na sinalização da circulação de comboios, não evitou aquela situação dramática. Já vi algumas vezes um trabalhador com uma bandeirinha vermelha enrolada, recostado no murete junto à antiga sala de espera, perto das casas-de-banho a ver, impávido e sereno, pessoas ficarem em terra junto à porta de entrada das portas dos comboios porque ninguém avisou o maquinista para esperar mais uns segundos e ele não ligou nenhuma aos passageiros porque o salário dele está sempre garantido pelos impostos que nós pagamos. Pensei no senhor da bandeirinha e no chefe da estação quando li a notícia deste acidente e pergunto-me a mim próprio porque não está uma pessoa junto à única passadeira que permite a passagem de uma linha para a outra, para prevenir estes acidentes mortais. Será porque o sindicato defende que essa não é a missão de nenhum dos trabalhadores da estação? Se assim é e se é por definição de funções que se apagam as preocupações daquelas pessoas com a segurança dos seus semelhantes, então ainda estamos pior do que eu imaginava. Fernando de Carvalho