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“Oiço com a mesma atenção as críticas positivas e as críticas negativas”

“Oiço com a mesma atenção as críticas positivas e as críticas negativas”

Vera Rufino - Secretária da Junta de Azinhaga e administrativa numa empresa privada. Lutar pelos direitos das mulheres e pela sua igualdade em termos salariais e de oportunidades é lutar por uma sociedade mais justa e equilibrada. É lutar pelo bem de todos.

Edição de 17.11.2016 | Aniversário

A igualdade entre homens e mulheres em Portugal existe mas como em muitos outros casos existe apenas na lei. Na prática ainda estamos longe de isso acontecer. A opinião é de Vera Rufino, secretária da Junta de Freguesia de Azinhaga (Golegã) e assistente administrativa na empresa Manuel de Castro Tavares Veiga, é complementada quando se lhe pergunta o que fazer em favor das mulheres.
Para ela a defesa da igualdade de género passa por uma equiparação efectiva dos direitos e deveres de todos. Melhorando a situação das mulheres a todos os níveis - laboral, remuneratório, social, entre outros -, o país estaria a construir uma sociedade mais justa e solidária.
É contra a lei da paridade que obriga os partidos a incluir uma percentagem de mulheres na lista de candidatos porque considera que as mulheres merecem ser reconhecidas pelas suas qualidades e não por imposição legal e quando se lhe pergunta a razão para as mulheres continuarem a ser preteridas para cargos de chefia responde com frontalidade. “Se não beneficiassem tanto os homens talvez as mulheres chegassem a esses cargos”.
Quando aceitou integrar uma lista para as eleições na Azinhaga ouviu elogios e críticas. Em relação às últimas diz que também as ouviu com atenção mas que o que valeu foi a sua escolha feita de uma forma livre.
Vera Rufino não encontra um traço comum à maioria dos homens. Para ela são todos diferentes. Em relação às mulheres, embora também ache que cada uma tem a sua própria personalidade, considera que têm uma característica comum que é a intuição.
Gosta das canções de Rui Veloso e adora os livros de Nicholas Sparks. “São muito cativantes, prendem-me de tal forma que não descanso enquanto não chego ao fim”, confessa. “Tem algum receio das touradas e na primeira a que assistiu o coração parece que lhe ia saltar do peito mas diz que é um espectáculo de que gosta. Tal como de largadas de toiuros por sentir que fazem parte das suas raízes ribtejanas.

“Oiço com a mesma atenção as críticas positivas e as críticas negativas”

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