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Vinho e mais vinho

Grande número de produtores já compreendeu que o turismo traz uma mais-valia enorme ao seu negócio. (…) Não é aceitável visitar ao fim de semana uma cidade ou região vínica e encontrar as adegas e outros lugares de visitação fechados.

Edição de 17.11.2016 | Opinião

Estes dias são loucos no que respeita ao importante setor da vinha e do vinho. O vinho novo está aí para ser provado e os castanhos e amarelos das vinhas por esses campos dão-nos quadros únicos. O dia de S. Martinho, o Dia Internacional do Enoturismo no domingo dia 13 (a quantidade de iniciativas por todo o país a comemorar este dia foi impressionante), em Lisboa, na FIL (Junqueira) decorreu o “Vinho e Sabores”, o mais relevante semanário português editou um guia bilingue sobre Enoturismo, etc. Folhear um jornal ou uma revista, incluindo obviamente o O MIRANTE, também na sua edição online, mostra igualmente esta realidade; um setor vivo e vivido. Na verdade um copo de vinho assume uma importância económica, social e cultural sem paralelo. É um património português de elevada qualidade que começa a ter reconhecimento internacional. Por esta altura poucas são as terras/concelhos que passam ao lado do tema. Em todos os lugarejos há algum tipo de iniciativa.
Apesar da exaltação ao vinho ser nesta época de prova da safra do ano, esta dinâmica estende-se um pouco por todo o ano, a vitivinicultura acontece durante todo o ano. O Enoturismo também assim é, cada vez mais todo o ano. Grande número de produtores já compreendeu que o turismo traz uma mais-valia enorme ao seu negócio. Naturalmente que falta percorrer um enorme caminho, que nunca acaba, na estruturação e organização da oferta. Não é aceitável visitar ao fim de semana uma cidade ou região vínica e encontrar as adegas e outros lugares de visitação fechados.
Portugal tem muito a ganhar com este setor. Não é por acaso que em 2015 Reguengos de Monsaraz foi Cidade Europeia do Vinho e que o seu presidente da câmara é o presidente da Rede Europeia das Cidades do Vinho que inclui mais de 600 localidades.
Como em tudo o resto o “cada um por si” não é a melhor opção. No Tejo há muito para fazer. O produto tem que se estruturar como região vínica; muitos dos que estão fora têm que estar dentro (a oferta tem que ser conhecida e acessível); têm que se formar pessoas que saibam transmitir toda a história e conhecimento à volta do vinho (não basta dizer umas generalidades, os turistas são cada vez mais exigentes e querem experienciar e saber tudo o que for possível, já que mais não seja para contar nos jantares com os amigos); os Politécnicos têm que dizer alguma coisa; os media locais/regionais têm um papel muito importante na criação de cultura e na divulgação e o setor deve considerá-los.
No que toca a O MIRANTE há aqui mais um campo infinito de cumplicidade com a região que deve ser assumido pelas partes. Como em tudo, o Tejo é um imenso e rico território, repleto de tradição e história que tem de ser contada e partilhada, neste caso saboreada num bom copo de vinho. Por mim gostava de conhecer melhor o Tejo vínico, espero que O MIRANTE me ajude nesta tarefa.
Carlos Cupeto – Universidade de Évora

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