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23/06/2017
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Não podemos continuar sem médicos dentistas no Serviço Nacional de Saúde
Luís Vilela, médico dentista, proprietário da clínica Denti Novas.
Edição de 25.05.2017 | Três Dimensões

Foi ainda em criança que Luís Vilela percebeu que queria ser médico dentista. Estudou no Porto, começou a trabalhar na Sertã e em Torres Novas, cidade onde acabou por abrir a sua própria clínica. Já praticou futebol e ténis de mesa mas agora apenas faz musculação. Gosta de ler e de viajar por Portugal e pelo Mundo. Lamenta o facto da medicina dentária ainda não chegar a todos e defende a contratação de médicos dentistas para o Serviço Nacional de Saúde.

Abri a minha própria clínica quando o dono da clínica para a qual trabalhava foi para fora do país. Comecei a trabalhar na Sertã e Torres Novas após terminar o curso na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto. Na altura interrompi uma pós-graduação. Neste momento, trabalho na minha clínica em Torres Novas e numa clínica na Sertã.
Sempre pratiquei desporto, nomeadamente futebol e ténis de mesa. Actualmente apenas tenho tempo para frequentar o ginásio e fazer musculação. Aproveito esses momentos também para conviver com os amigos. No resto do tempo livre leio e vejo televisão. Gosto de notícias, futebol e de documentários sobre história, ficção científica e astronomia.
Sempre que posso viajo para o estrangeiro. Já fui aos Estados Unidos da América, à Turquia, aos países nórdicos e ao norte de África. O meu próximo destino, quando tiver oportunidade, será o Egipto. É uma forma de ir à descoberta de novas realidades, novas culturas que, no fundo, nos ajuda a ter uma visão mais aberta e não tão limitada em relação à sociedade. Mas também gosto de viajar em Portugal.
Os Pearl Jam são uma banda cuja música me acompanha desde a adolescência. A música faz mesmo parte do meu dia-a-dia. Gosto de todos os estilos musicais, desde o rock à música clássica.
Sempre quis ser médico dentista e as idas ao dentista nunca me meteram medo. Fui para medicina dentária por opção e não por não ter média para entrar em medicina como acontece com alguns. Gosto da minha profissão. Para além dos conhecimentos temos que ser pessoas calmas, compreensivas e atenciosas. Tudo corre melhor se as pessoas sentem que nos preocupamos com elas.
Ainda encontro pacientes que deixaram de ir ao dentista há vinte ou trinta anos. E tudo por causa de uma primeira má experiência. A geração de dentistas a que pertenço está a tentar mudar isso. Temos de passar a mensagem de que isto não custa e que os materiais e os tratamentos que efectuamos agora já são completamente diferentes dos de antigamente.
A medicina dentária ainda não chega a todos. Enquanto não estivermos no Serviço Nacional de Saúde dificilmente chegamos a toda a gente mas acredito que mais tarde ou mais cedo isso acontecerá. Esse é o grande entrave para que grande parte das pessoas tenha uma saúde oral correcta. Outro entrave é o facto de a medicina dentária ter as tabelas e os tratamentos bastante caros, principalmente para aquelas pessoas mais idosas em que as reformas são muito baixas e acabam sempre por descurar um bocado da saúde oral. Mas também nós temos muitos encargos com a clínica dentária e não é só o material mas também os equipamentos que são extremamente caros.

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