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Não podemos continuar sem médicos dentistas no Serviço Nacional de Saúde

Não podemos continuar sem médicos dentistas no Serviço Nacional de Saúde

Luís Vilela, médico dentista, proprietário da clínica Denti Novas.

Edição de 25.05.2017 | Três Dimensões

Foi ainda em criança que Luís Vilela percebeu que queria ser médico dentista. Estudou no Porto, começou a trabalhar na Sertã e em Torres Novas, cidade onde acabou por abrir a sua própria clínica. Já praticou futebol e ténis de mesa mas agora apenas faz musculação. Gosta de ler e de viajar por Portugal e pelo Mundo. Lamenta o facto da medicina dentária ainda não chegar a todos e defende a contratação de médicos dentistas para o Serviço Nacional de Saúde.

Abri a minha própria clínica quando o dono da clínica para a qual trabalhava foi para fora do país. Comecei a trabalhar na Sertã e Torres Novas após terminar o curso na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto. Na altura interrompi uma pós-graduação. Neste momento, trabalho na minha clínica em Torres Novas e numa clínica na Sertã.
Sempre pratiquei desporto, nomeadamente futebol e ténis de mesa. Actualmente apenas tenho tempo para frequentar o ginásio e fazer musculação. Aproveito esses momentos também para conviver com os amigos. No resto do tempo livre leio e vejo televisão. Gosto de notícias, futebol e de documentários sobre história, ficção científica e astronomia.
Sempre que posso viajo para o estrangeiro. Já fui aos Estados Unidos da América, à Turquia, aos países nórdicos e ao norte de África. O meu próximo destino, quando tiver oportunidade, será o Egipto. É uma forma de ir à descoberta de novas realidades, novas culturas que, no fundo, nos ajuda a ter uma visão mais aberta e não tão limitada em relação à sociedade. Mas também gosto de viajar em Portugal.
Os Pearl Jam são uma banda cuja música me acompanha desde a adolescência. A música faz mesmo parte do meu dia-a-dia. Gosto de todos os estilos musicais, desde o rock à música clássica.
Sempre quis ser médico dentista e as idas ao dentista nunca me meteram medo. Fui para medicina dentária por opção e não por não ter média para entrar em medicina como acontece com alguns. Gosto da minha profissão. Para além dos conhecimentos temos que ser pessoas calmas, compreensivas e atenciosas. Tudo corre melhor se as pessoas sentem que nos preocupamos com elas.
Ainda encontro pacientes que deixaram de ir ao dentista há vinte ou trinta anos. E tudo por causa de uma primeira má experiência. A geração de dentistas a que pertenço está a tentar mudar isso. Temos de passar a mensagem de que isto não custa e que os materiais e os tratamentos que efectuamos agora já são completamente diferentes dos de antigamente.
A medicina dentária ainda não chega a todos. Enquanto não estivermos no Serviço Nacional de Saúde dificilmente chegamos a toda a gente mas acredito que mais tarde ou mais cedo isso acontecerá. Esse é o grande entrave para que grande parte das pessoas tenha uma saúde oral correcta. Outro entrave é o facto de a medicina dentária ter as tabelas e os tratamentos bastante caros, principalmente para aquelas pessoas mais idosas em que as reformas são muito baixas e acabam sempre por descurar um bocado da saúde oral. Mas também nós temos muitos encargos com a clínica dentária e não é só o material mas também os equipamentos que são extremamente caros.

Não podemos continuar sem médicos dentistas no Serviço Nacional de Saúde

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