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Sobre a tragédia dos fogos que vitimaram 64 pessoas a minha opinião é que falhou tudo

Edição de 28.06.2017 | O MIRANTE dos Leitores

É com tristeza e muito pesar no coração que vejo na comunicação social a devastação do património florestal e a perda de muitas vidas humanas, queimadas pelo fogo. O senhor primeiro-ministro quer saber o que é que falhou no sábado para acontecer tal desgraça. Na minha opinião falhou tudo, começando por ele.
O Instituto do Mar e da Atmosfera informou a protecção civil com três dias de antecedência que iria ocorrer na zona centro um fenómeno meteorológico de alguma gravidade. A protecção civil ou o gabinete do primeiro-ministro tinha a obrigação de ter informado as populações dessa zona que iria acontecer algo estranho para as mesmas não entrarem em pânico.
O ministro da Agricultura também é culpado pois para se poder matar uma erva ou uma silva com herbicida tem que se tirar um curso, pagar um cartão, etc, quando noutros tempos a aplicação dos herbicidas era explicada na televisão através de um pequeno filme de desenhos animados com a família Prudêncio da Sapec.
Não se compraram dois aviões de combate aos fogos com promoção de 85% porque ficava mais barato alugá-los a Espanha França ou Marrocos mas esqueceu-se o ditado popular que diz “quem come em tabernas duas casas governa”. E houve a desorientação do sistema de comunicações que “dá sempre raia” quando é utilizado.
Com esta incompetência toda morreram 64 portugueses que tinham ido passar férias cá dentro ou mesmo umas horas de lazer. E como a consciência está pesada ninguém vai representar o governo nos funerais com medo de serem apanhados pelo fogo e também ser queimado vivo.
Esta é a minha opinião. A época oficial dos fogos só começa, por decreto, em 1 de Julho e a época das praias, também por decreto, a 15 de Junho e até lá morrem mais 40 pessoas. Este primeiro ministro já leva no seu currículo, até hoje, 104 mortes. Bate o recorde nacional. Sem outro assunto, e com bastante pesar, os meus sentimentos às famílias enlutadas
Célia Maria Monteiro - Alverca

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