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Há arte nas ruas de Coruche até 15 de Outubro

Há arte nas ruas de Coruche até 15 de Outubro

Bienal conta com obras de nove artistas expostas no espaço público da vila

Edição de 04.10.2017 | Cultura e Lazer

Um pescador envolvido em cortiça, peixes que passam debaixo de uma ponte colorida ou um toiro que encontra uma máquina. Tudo é pensado ao pormenor. Há quem faça colagem de posters, pinturas ou até montagens. Criatividade é o que não falta aos nove artistas em concurso que participaram em mais uma edição da “Bienal de Coruche – Percursos com Arte” que decorre até 15 de Outubro.
Vencedor de uma mensão honrosa, João Maria Ferreira confessa que foi fácil criar o seu projecto “O pescador”, já que tanto o avô materno como o paterno têm raízes em Coruche. “O meu avô paterno reside na Lamarosa, freguesia de Coruche, tendo subsistido da cortiça dos sobreiros, que herdou do meu bisavô. Já o meu avô materno foi um apaixonado pela pesca no rio. Ainda me lembro das histórias que o meu avô me contava, de pescarias com amigos, mas sobretudo das solitárias, dos momentos de meditação, de diálogo com a corrente de água. Foi aí que fui beber toda a sensibilidade para fazer a minha peça”, explica. “O pescador” do jovem residente em Santarém é feita à base de cartão, fita-cola, madeira, arame e galhos de oliveira.
Foi na tauromaquia que Ana Ferreira se foi inspirar. A jovem de 21 anos, a frequentar o 3.º ano do curso de Artes Visuais e Tecnologias, na Escola Superior de Educação de Lisboa, confessa que foi um dos seus professores que a propôs participar no concurso. “Quando sugeriram que participasse não pensei duas vezes”, conta. Ana admite que só conhecia Coruche de passagem mas foi fácil pensar logo no que iria fazer. E explica: “O meu trabalho ‘A máquina’ representa um homem e um toiro de Coruche rodeados de cartazes de diversas touradas onde tiveram presentes toiros da Ganadaria do Vale Sorraia”. O que quis fazer, diz, “foi dar especial atenção ao controlo dos animais feito pelo ser humano, com a capacidade de pensar e raciocinar, tirando partido da força e tamanho do animal para fins lucrativos e pessoais”.
“Ponte Luminosa” foi o trabalho apresentado por Jorge Bandeiras. O artista coruchense de 65 anos admite que é novo nestas andanças da Bienal. “Ainda tentei participar na última edição mas quando tive acesso ao regulamento faltavam apenas três dias para acabar o prazo de apresentação de propostas”, conta. Jorge Bandeiras conta que utilizou cores vivas na ponte com um único sentido: “Mostrar a alegria que é viver em Coruche”.

Prémios atribuídos
A inauguração decorreu no sábado, 30 de Setembro, seguido da entrega do Prémio “Distinção Bienal de Coruche - Percursos com Arte” ao artista Thierry Ferreira, com “Cubic”. O artista escalabitano João Maria Ferreira, com “O pescador”, e o Atelier Ancar, com “Da força de ti”, receberam ainda uma menção honrosa.
Tal como nas edições anteriores, a iniciativa “Envolvências Locais” mobilizou a população do concelho, desta vez a fazer quatro centenas de peças em forma de peixe. O projecto intitulado “Entre Pontes”, que este ano teve como tema o rio Sorraia e a pesca, envolveu mais de oito centenas de pessoas e três dezenas de instituições do concelho.

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