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Turismo NERSANT

Qual é a opção do turismo para o Ribatejo? Tudo e umas botas, como o habitual? É necessário estruturar produtos em rede que respondam à “cauda longa do turismo”, isto é, ao produto que cada um deseja e escolhe à sua medida – o turista de última geração que quer fazer parte da história.

Edição de 08.11.2017 | Opinião

Com a sua habitual oportunidade a NERSANT vai promover no próximo dia 15 um encontro para debater o turismo no Ribatejo – Viver o Tejo. Como todos sabemos, e sentimos, o turismo está na berra e é hoje uma das nossas tábuas de salvação. Em tempo de vacas gordas tudo se torna bem mais fácil mas, como sempre, não se aproveita este bom tempo para trabalhar para os tempos a seguir a este, os da magreza. A organização anuncia esta iniciativa “com o objetivo de analisar e refletir com as empresas do setor do Turismo sobre o mercado do turismo no Ribatejo e o que pode ser a intervenção futura das Associações Empresariais, do Setor Público e outras entidades ligadas ao setor... Com este encontro, pretende a NERSANT elaborar um documento onde constem as expetativas do setor para o seu desenvolvimento.” Os temas em debate são análise estratégia, recursos humanos, restauração/gastronomia, hotelaria/alojamento e animação turística. Desculpem a sinceridade, mas parece-me francamente pouco. Ainda estamos nesta fase? Na análise estratégica? Gastronomia? Qualificação de pessoas, sem os Politécnicos? Parece-me que o Ribatejo tem muito mais que isto e necessita muito mais. Desde logo, como sabemos, por estas paragens há um imenso território de terra queimada...como se vai vender turisticamente nos próximos anos? Qual é a opção do turismo para o Ribatejo? Tudo e umas botas, como o habitual? É necessário estruturar produtos em rede que respondam à “cauda longa do turismo”, isto é, ao produto que cada um deseja e escolhe à sua medida – o turista de última geração que quer fazer parte da história. A marca Viver o Tejo parece anunciar isto mesmo, mas não se pode ficar pelo anúncio. Já se deu conta de coisas muito boas que estão por aqui a acontecer, estas não podem ficar apenas pelo exemplo, devem servir de modelo a disseminar e a apoiar essencialmente pelo valor que acrescentam, muito para além da saturada “animação turística”. Aqui fica uma sugestão: espreitem o Centro de Interpretação de Paisagem/Observatório da Charneca, Casal do Gavião do Meio, Gaviãozinho, na Chamusca.
Carlos A. Cupeto
Universidade de Évora

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