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Trabalhar no estrangeiro não seduz alunos premiados pelo Rotary Clube de Santarém
Foto O MIRANTE - Alunos receberam os diplomas de melhores alunos

Trabalhar no estrangeiro não seduz alunos premiados pelo Rotary Clube de Santarém

Numa altura em que emigrar é a saída para muitos jovens portugueses recém-formados, Raquel Gonçalves, Rodrigo Fitas, Ana Rita Marques, Tomás Lopes e Vasco Pinhão não parecem muito interessados na ideia de deixar o país, os amigos e a família por um emprego.

Edição de 17.01.2018 | Sociedade

“Emigrar está fora de questão” afirmou Ana Rita Marques a
O MIRANTE durante a sessão de entrega dos prémios escolares aos melhores alunos do concelho de Santarém pelo Rotary Clube de Santarém, no dia 9 de Janeiro. Para a jovem, que frequenta o 3.º ano do curso de Enfermagem na Escola Superior de Saúde de Santarém, ir para outro país é algo que não está nos seus planos mais próximos. Só se, confessa, houver uma grande oportunidade.
A jovem natural de Aveiras de Cima, Azambuja, distinguida como a melhor aluna do curso de enfermagem no ano passado, conta que sempre teve duas paixões: a música e ajudar os outros. De tal forma que frequentou até ao 12.º ano o Conservatório de Música (flauta transversal). Teve de desistir porque não conseguia conciliar com os estudos superiores. Ainda assim, continua a alinhar pela Banda Filarmónica de Aveiras de Cima e ajuda colegas a tocar flauta. “Não consigo colocar a música totalmente de lado”, adianta a jovem de 23 anos, referindo que quando se faz aquilo que se gosta tudo se consegue.

Estrangeiro apenas para estágio
Raquel Gonçalves foi distinguida como a melhor aluna do curso técnico de Cuidados Veterinários da Escola Superior Agrária de Santarém. A preparar-se para concorrer ao curso de medicina veterinária, admite que o seu êxito escolar deve-se bastante ao seu gosto especial em tratar dos animais. “Houve uma altura que pensei que não iria conseguir mas, quando tive a oportunidade, agarrei com unhas e dentes e dediquei-me”, confessa a jovem natural do Cartaxo enquanto exibe orgulhosa o seu diploma. “Se queremos ser alguém amanhã temos de nos esforçar agora”, afirma.
Actualmente a trabalhar como auxiliar de medicina veterinária, a jovem de 23 anos confidencia que não se vê a viver e a trabalhar lá fora no futuro. Ainda assim, gostava de ir realizar um estágio no estrangeiro na sua área. “Eles estão mais evoluídos em certas áreas do que nós por isso acho que seria interessante”, afirma.

Emigrar fora dos planos
Acompanhado dos pais, Rodrigo Fitas tem muitos sonhos mas emigrar não é algo que esteja nos seus planos. A frequentar o 12.º ano do curso de técnico de electrotecnia, o jovem natural de Benfica do Ribatejo, concelho de Almeirim, admite que muitos jovens da sua idade querem ir estudar no estrangeiro e ficar por lá mas não é o seu caso.
Ainda assim, ressalva que “nunca se sabe o que o futuro nos reserva”. Rodrigo Fitas, premiado por ter sido o melhor aluno do curso técnico de Electricidade e Electrónica da Escola Técnica e Profissional do Ribatejo, conta que se destaca na escola porque para além de ser apaixonado pela área que estuda, também gosta de ajudar os outros. “Os meus colegas têm dificuldades e depois começam a desinteressar-se pelas matéria. É quando costumo ajudá-los e motivá-los”, explica.

Mestrado no MIT
Amigos de infância, tanto Tomás Lopes como Vasco Pinhão, contemplados com prémio de melhores alunos de ciências socioeconómicas e ciências e tecnologia da Escola Secundária Sá da Bandeira, sempre foram muito parecidos mas na hora de pensar em emigrar a divergência existe.
Enquanto Tomás, a frequentar o 1.º ano do curso de Engenharia Informática e de Computadores, pensa ir tirar o mestrado no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos da América, Vasco, que frequenta o 1.º ano do curso de Engenharia Física Tecnológica, quer terminar os estudos por cá ficando a emigração para depois. Para já, admite Vasco, ficará por cá mas, se houver oportunidade, talvez experimente uma aventura no estrangeiro. Os países que mais o atraem são os nórdicos.

Rotary Clube de Santarém premeia melhores alunos do concelho

Ao todo foram oito os alunos de várias instituições de ensino do concelho que foram premiados na terça-feira, 9 de Janeiro, pelo Rotary Clube de Santarém. Tomás Lopes e Vasco Pinhão foram contemplados com o prémio “Rotary Clube de Santarém” (melhores alunos de ciências socioeconómicas e ciências e tecnologia da Escola Secundária Sá da Bandeira); Ricardo Alves com o prémio “Manuel Lopes Branquinho” (melhor aluno de Economia da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado); Martina Machado com o prémio “Francisco Pereira Viegas” (melhor aluna de flauta transversal do Conservatório de Música de Santarém); Raquel Gonçalves com o prémio “Rotary Clube de Santarém” (melhor aluna do curso técnico de Cuidados Veterinários da Escola Superior Agrária de Santarém); Inês Caretas com o prémio “Rotary Clube de Santarém” (melhor aluna do curso de Contabilidade e Fiscalidade da Escola Superior de Gestão de Santarém; Ana Rita Marques com o prémio “Rotary Clube de Santarém” (melhor aluna do curso de Enfermagem da Escola Superior de Saúde de Santarém); e Rodrigo Fitas com o prémio “João José Conde Esperto” (melhor aluno do curso técnico de Electricidade e Electrónica da Escola Técnica e Profissional do Ribatejo).

Impossível desempatar

Pela primeira vez a Escola Secundária Sá da Bandeira viu-se a braços com o dilema de escolher qual o aluno a ser distinguido pois os dois melhores estavam empatados. Foi por isso que se decidiu premiar os dois. “Era impossível desempatar”, confessa a directora do Agrupamento de Escolas Sá da Bandeira, Maria Adélia Esteves. E explica: “Vasco Pinhão e Tomás Lopes tiveram a mesma nota no exame de Matemática e concluíram o secundário com a mesma média, daí nada feito. Quanto à forma de ser e de estar na escola, o mesmo: jovens educados e discretos”. É por isso, refere, que decidiram distinguir os dois alunos. “Não seria justo doutra maneira”.

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