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Problema dos produtores de vinho da região é a falta de comunicação
Maria João de Almeida e Ceia da Silva - foto O MIRANTE

Problema dos produtores de vinho da região é a falta de comunicação

Enoturismo esteve em debate em Almeirim numa sessão promovida pela Entidade Regional de Turismo do Ribatejo e Alentejo e pela Comissão Vitivinícola Regional do Tejo.

Edição de 01.02.2018 | Economia

O grande problema dos produtores de vinho da região é a comunicação. Ou melhor, a falta de comunicação. A ideia foi deixada pela jornalista especialista em vinhos, Maria João de Almeida, durante o Workshop Enoturismo - Projecto “Organização, Estruturação e Promoção Empresarial do Enoturismo no Alentejo e Ribatejo”, que decorreu na manhã de terça-feira, 30 de Janeiro, na Biblioteca Municipal de Almeirim.
Na iniciativa, promovida pela Entidade Regional de Turismo do Ribatejo e Alentejo e pela Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR), marcaram presença produtores e operadores turísticos da região das áreas do alojamento e da restauração.
Para o presidente do Turismo do Ribatejo e Alentejo, Ceia da Silva, o que se pretende com estas iniciativas é dinamizar um sector que é “importantíssimo”, como é o enoturismo, que no Ribatejo tem um enorme potencial e que ainda não está trabalhado. “Há muitos produtores de vinho de qualidade e o que se pretende é também criar dinâmicas, chamar a atenção e trabalhar em grupo como se viu nesta iniciativa onde houve interacção entre unidades de alojamento e produtores”, considerou.
Durante o workshop foram apresentadas soluções para melhorar a forma de comunicar dos produtores que passam, por exemplo, pela criação de uma imagem de marca, utilização de diferentes linguagens para diferentes meios, divulgação em garrafeiras, supermercados e restaurantes, presença em feiras ou através das redes sociais.
“Não custa nada tirar uma fotografia todos os dias e publicar no facebook ou no Instagram”, explicou Maria João de Almeida. Ceia da Silva acrescentou que se é para fazer promoção numa rede social tem de “ser bem feita, todos os dias e com interactividade com os utilizadores”.
O director do Santarém Hotel, Daniel Mota, que também marcou presença, disponibilizou o seu espaço gratuitamente para que os produtores pudessem promover os seus produtos. Quem também participou na acção foi a vereadora do turismo da Câmara de Coruche, Célia Ramalho, que afirmou que a autarquia tem o seu posto de turismo à disposição para quem queira promover os seus vinhos.
Maria João de Almeida referiu a
O MIRANTE que quando foi encomendado este trabalho pediram-lhe para melhorar o enoturismo da região mas considera que se não partir do produtor a vontade de melhorar as entidades não podem ajudar. “Basicamente estamos a tentar acordar os produtores para estas oportunidades que muitas vezes têm todas as ajudas e apoios que não exploram e que deviam explorar. Estamos a tentar que os produtores aproveitem o potencial do Tejo e a proximidade com Lisboa com esta vaga de turistas que querem explorar Lisboa e arredores. Se souberem aproveitar esta região a sério, com certeza que será muito mais desenvolvida”, conclui a jornalista.

Problema dos produtores de vinho da região é a falta de comunicação

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