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José Mira Potes é candidato à presidência do Politécnico de Santarém e Noras sai de cena
José Mira Potes

José Mira Potes é candidato à presidência do Politécnico de Santarém e Noras sai de cena

Director da Escola Agrária de Santarém critica “organização e gestão pouco eficientes” do instituto, que tem sido liderado nos últimos anos por Jorge Justino. Entretanto, José Miguel Noras retirou a sua candidatura e apoia Potes.

Edição de 12.04.2018 | Sociedade

O director da Escola Superior Agrária de Santarém, José Mira Potes, anunciou na sexta-feira, 6 de Abril, a sua candidatura à presidência do Instituto Politécnico de Santarém (IPS) e deixou críticas à actual gestão da instituição, presidida por Jorge Justino, ao mesmo tempo que garantiu ter o apoio das direcções de todas as escolas superiores do IPS (Agrária, Desporto, Educação, Gestão e Saúde). E mais um apoio extra, o de José Miguel Noras, que retirou a candidatura que já tinha anunciado.
No entanto O MIRANTE sabe que a directora da Escola Superior de Saúde, Isabel Barroso não está com Potes e vai apoiar a candidatura do actual vice-presidente do IPS, Hélder Pereira, que ainda não foi apresentada oficialmente. “O Politécnico de Santarém está a passar por um período difícil, que tem sobretudo a ver com as crónicas dificuldades orçamentais que têm condicionado a sua actividade, e com uma organização e gestão pouco eficientes, tanto dos seus recursos financeiros como humanos”, considera José Potes em comunicado, referindo que as eleições para o Conselho Geral do IPS (órgão colegial que elege o presidente do Politécnico) ocorreram sob esse espectro, tendo os directores das escolas superiores apresentado uma lista que acabaria por ser a mais votada.
Uma união que se consubstancia agora também na candidatura de José Potes à presidência do Politécnico de Santarém. “O objectivo primeiro desta candidatura é consolidar a integração das cinco escolas superiores na gestão do Politécnico de Santarém, que a elas deve a sua existência, como alternativa a uma gestão centralizada das escolas que espartilha processos e cria o afastamento e desmobilização da comunidade académica relativamente à governação do instituto”, afirma José Potes.
O candidato apresenta como “estratégia de fundo da candidatura” dois pontos que considera fundamentais: “Reforçar a ligação dos processos de ensino-aprendizagem com os respectivos contextos sócio-profissionais no sentido de ensinar-fazendo”, e “insistir na abertura do Politécnico de Santarém ao exterior, nomeadamente o seu envolvimento e comprometimento com aquilo que pode disponibilizar”.

Noras desiste da candidatura
Entretanto, José Miguel Noras anunciou esta terça-feira, 10 de Abril, a retirada da sua candidatura à presidência do Politécnico de Santarém por se rever nos propósitos da candidatura apresentada na passada semana por José Mira Potes.
O ex-presidente da Câmara de Santarém diz que ao tomar conhecimento dessa “candidatura agregadora”, constatou “uma grande coincidência” entre os seus princípios orientadores e aqueles que o próprio já havia divulgado, “visando evitar o definhamento e garantir a modernização do IPSantarém”. José Miguel Noras diz desejar “que esses projectos se concretizem” mas ressalva que vai “manter o dedo na página da candidatura, adiando-a para 2022, se, na altura, for necessário avançar”.
Noras agradece todos os apoios recebidos e garante que não deixará de “colaborar com uma nova gestão, não corporativista, do IPSantarém, a título gracioso e sem exclusividade, mormente no domínio da sua internacionalização”.

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