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Câmara de Ourém permuta edifício dos Monfortinos com o Conservatório de Fátima
Luís Albuquerque, presidente da Câmara de Ourém

Câmara de Ourém permuta edifício dos Monfortinos com o Conservatório de Fátima

Em troca o município recebe terreno onde pode vir a nascer a sede da APAJE Fátima

Edição de 14.06.2018 | Política

A Câmara de Ourém vai ceder o edifício dos Monfortinos ao Conservatório de Música de Fátima (CMF) e, em contrapartida, esta entidade cede um terreno com cerca de cinco mil metros quadrados. A informação foi dada pelo presidente do município, Luís Albuquerque (PSD/CDS), em sessão camarária.
“Este terreno poderá servir para a câmara celebrar um contrato de comodato com a APAJE Fátima [Associação de Pais e encarregados de educação dos alunos do Agrupamento dos Jardins e Escolas de Fátima] para que eles possam construir a sua sede. Mas será uma situação para estudar mais para a frente”, referiu Albuquerque, acrescentando que é uma proposta mais justa do que vender o edifício, como chegou a estar em cima da mesa. O edifício dos Monfortinos alberga actualmente o Conservatório de Música de Ourém/Fátima e a Escola de Hotelaria de Fátima.
Em 2011 (ver edição O MIRANTE 23 Fevereiro 2011) a Câmara de Ourém, liderada na altura pelo socialista Paulo Fonseca, quis alienar em hasta pública o edifício dos Monfortinos, em Fátima. A situação gerou discussão entre o executivo municipal, tendo o ponto sido retirado. Nessa altura, a oposição PSD apresentou novos números sobre o valor do edifício e o vereador Vítor Frazão (PSD) manifestou-se definitivamente contra a alienação.
Após debate, o presidente do município, Paulo Fonseca (PS), propôs que se realizassem “duas novas avaliações urgentes e oficiais”, definindo um valor médio não inferior a três milhões de euros para a alienação. Os vereadores do PSD manifestaram-se contra a proposta da alienação do edifício dos Monfortinos e leram extractos da declaração de voto que traziam preparada. Entendiam que o actual contexto de crise não era favorável à alienação e referiam que os três milhões de euros propostos como valor base para a hasta pública não reflectiam a totalidade dos custos despendidos pela autarquia com o edifício.
“O custo inicial do imóvel foi de 2.500.000,00 euros. Se a esta importância acrescentarmos as benfeitorias efectuadas no montante de 403.592,53 euros e, ainda, os valores da inflação a calcular a partir do ano da aquisição do edifício, facilmente concluiremos que algo não bate certo”, afirmavam os social-democratas.

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