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Angústia, silêncio e muitas dúvidas na despedida de Luís Grilo

Angústia, silêncio e muitas dúvidas na despedida de Luís Grilo

Funeral do triatleta residente em Cachoeiras ficou marcado pela discrição da família e amigos. Causa da morte e motivo do crime permanecem desconhecidos, mas autópsia detectou lesão na cabeça.

Edição de 07.09.2018 | Sociedade

Em frente à capela mortuária de Cachoeiras concentraram-se mais de uma centena de pessoas, entre família e amigos, muitos deles atletas da Wikaboo, para assistir ao funeral de Luís Miguel Grilo, o triatleta amador e engenheiro informático, assassinado e cujo corpo foi encontrado a mais de 130 quilómetros de casa, na zona de Portalegre, após mais de um mês sem se saber do seu paradeiro.
As circunstâncias da morte violenta do atleta e empresário continuam envoltas em mistério. A autópsia realizada no dia 25 de Agosto detecta uma lesão na cabeça, mas o seu resultado é inconclusivo, não se tendo conseguido apurar se foi essa lesão que provocou a morte. Quanto ao motivo que levou ao homicídio de Luís Grilo, para já permanece por apurar. Não há indícios de dívidas na empresa ou problemas com clientes e fornecedores. Segundo os amigos, Luís era um homem “de natureza calma”. Rosa Grilo nunca se pronunciou sobre problemas conjugais graves, dizendo apenas que tinham as discussões normais entre um casal.
A cerimónia fúnebre decorreu na tarde de quinta-feira, 30 de Agosto, presidida pelo padre Rui Peralta, da paróquia de Castanheira do Ribatejo e Cachoeiras. Passando discretamente entre a massa de pessoas que aguardava fora da capela a saída do caixão, Rosa Grilo e o filho menor afastaram-se, para se refugiarem e chorarem juntos. Ambos vestiam camisolas com o nome de Luís Grilo gravado. O menor acabaria por já não assistir à saída do caixão do interior da capela.
O caixão coberto por uma bandeira da Wikaboo - equipa de treino desportivo à qual pertencia Luís Grilo - e um cachecol do SL Benfica foi transportado em mãos por amigos e colegas de equipa da Wikaboo, numa curta viagem da capela até ao cemitério de Cachoeiras. O cortejo fúnebre foi cumprido em silêncio.
Sozinha, de cabeça erguida, carregando consigo uma rosa branca, Rosa Grilo foi a última a abandonar o cemitério. Sem falar aos familiares que estavam sentados num banco junto ao cemitério entrou num carro que já a esperava.

Viúva chamada à PJ

No dia seguinte ao funeral do marido Rosa Grilo foi chamada à Polícia Judiciária, no dia 31 de Agosto. A O MIRANTE, o sobrinho Sérgio Castelo refere que Rosa Grilo foi apenas entregar alguns objectos pessoais de Luís Grilo, solicitados pela PJ e não prestou quaisquer declarações às autoridades.

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