Sociedade | 18-05-2018 11:02

Jovem com leucemia tem no pai o aliado para vencer a doença

Jovem com leucemia tem no pai o aliado para vencer a doença
Sebastião Grácio não esconde a emoção por poder ajudar o seu filho, Cláudio

Cláudio Grácio, residente em Abrantes, confronta-se com uma leucemia mieloide aguda e ficou há pouco tempo a saber que o pai é dador compatível de medula óssea. Um caso que os médicos dizem ser raro e que a família classifica como um milagre.

O sorriso rasgado de Cláudio Grácio e a cumplicidade com o seu pai, Sebastião Grácio, enternecem qualquer um. Afinal, sem que nada o fizesse prever, o pai é o dador compatível de medula óssea que permite rasgar horizontes mais risonhos para o futuro do filho, que sofre de leucemia mieloide aguda. Um caso raro, segundo a médica que o acompanha, já que, por norma, existe compatibilidade entre irmãos mas poucas vezes entre pai e filho. “É um autêntico milagre. Agora é continuar o caminho que, até agora, está a correr bem, e aguardar para fazer o transplante. Depois logo se verá, já que vai ser tudo novidade”, diz Cláudio a O MIRANTE,
três dias depois de ter tido alta do Hospital dos Capuchos, em Lisboa, onde esteve internado durante mês e meio.


Foi numa das muitas visitas dos pais e da namorada do jovem, Tatiana Damas, que a médica que o acompanha deu a boa notícia. “Estávamos todos de volta do Cláudio quando a médica nos disse que já tinha encontrado um dador compatível e que era eu. Aí, comecei logo a chorar e o Cláudio também. Foi uma emoção muito grande”, confessa Sebastião Grácio. Agora, diz, o importante é ter força e paciência e continuar o caminho para que o Cláudio vença esta maldita doença.


Cláudio Grácio, 26 anos, natural de Abrantes, motorista de transportes colectivos, sempre foi um jovem saudável até lhe ser diagnosticada leucemia mieloide aguda em Dezembro de 2015. Primeiro começou a suar muito durante a noite e a ter o nariz entupido. Depois apareceram os hematomas nas pernas, as manchas vermelhas nos pés. Até que uma hemorragia num dos olhos fez com que deixasse de ver dessa vista. E aí decidiu ir ao médico. “Ainda andei uma semana embrulhado entre exames. Mas, já no Hospital de Tomar, a médica apercebeu-se de que algo não estava bem e mandou fazer análises”, conta o jovem. Dias depois chegaram os resultados. “Estava com a minha mãe quando me ligaram. Primeiro contaram-lhe a ela e depois a mim. Ficamos todos em choque e a chorar”, relata.

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