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Garrido-Artes Gráficas vai continuar em Alpiarça

Empresário desmente notícias que indicavam a saída da empresa para Espanha

A Garrido-Artes Gráficas vai continuar a laborar em Alpiarça como tem acontecido até agora. A garantia foi dada a O MIRANTE pelo gerente da empresa, Joaquim Garrido, em resposta a notícias que saíram em vários jornais e no site www.ribatejoempresas.com, da Nersant (Associação Empresarial da Região de Santarém). As informações indicavam que a Garrido iria mudar para Espanha, situação que o empresário desmente. “Não há perspectivas de sair de Alpiarça. A empresa está bem de saúde e até estamos a planear novos investimentos para aumentar a capacidade e qualidade”, reforçou.

Edição de 12.02.2003 | Economia
Joaquim Garrido diz que as notícias prejudicaram a imagem da empresa e causaram alguns transtornos. “Houve alguns fornecedores que vieram pedir explicações e tivemos problemas com o fornecimento de material”, disse, acrescentando que encara o futuro com muito optimismo. “Não nos passa pela cabeça sair do país. No ano de 2002 conseguimos manter o mesmo número de vendas e prevê-se que até ao final deste ano aumentemos o volume de serviços na ordem dos 30 por cento”, destacou, acrescentando que em 2002 facturou 100 mil euros (cerca de 200 mil contos).O empresário criticou também o site da internet, que na sua óptica contribuiu bastante para criar uma imagem errada da empresa. “Uma página daquelas não devia viver à custa das notícias que retira dos jornais sem autorização nem critério”, desabafou. Joaquim Garrido já tratou de enviar desmentidos sobre a informação. No entanto no site não foi publicado o desmentido, apesar da notícia ter sido retirada. Hugo Gonçalves, responsável pelo site, confirmou a O MIRANTE que as notícias publicadas na página www.ribatejo empresas.com resultam de pesquisas feitas em jornais regionais e nacionais. E confirmou também que não existe nenhum protocolo com as publicações para a utilização das notícias, apesar de ser identificada a fonte das mesmas. “Na altura resolvemos a situação com o senhor Garrido através de e-mail e retirámos a notícia”, explicou.A tipografia Garrido nasceu em Apiarça em 1987, na altura com duas pessoas. As instalações estavam divididas por quatro espaços da vila, até à sua passagem para a zona industrial, em 1999, onde estão concentradas as áreas de impressão, acabamentos, fotolitos e montagens, para além dos escritórios. Actualmente a empresa tem 25 funcionários e ocupa uma área coberta de 1.100 metros quadrados. “Somos auto-suficientes. Fazemos tudo, desde a escrita de um livro, por exemplo, passando pela impressão, até à sua saída para o mercado”, esclareceu Joaquim Garrido.Actualmente a empresa está mais vocacionada e especializada para a impressão de livros, caixas, embalagens e cartazes de grande formato, para além de fazer todo o tipo de trabalhos na área da tipografia. Na área da impressão de livros, a Garrido trabalha para as principais editoras, num total de 21. Com capacidade para fazer mil livros por hora, a empresa também imprime obras para outros países, sobretudo para os que falam língua portuguesa. Aliás este sector representa 50 por cento do volume de trabalho da empresa. Possuindo o certificado de qualidade ISSO 9001, de 2000, a Garrido prepara novos investimentos. “Neste momento estamos a negociar a aquisição de novos equipamentos que permitem uma maior rapidez de produção e mais qualidade. Um desses equipamentos é uma máquina de impressão em quadricomia, ou seja a quatro cores. Isto permite que um trabalho passe apenas uma vez na máquina para imprimir todas as cores, enquanto agora tem que passar duas vezes com o inconveniente de poder fugir à cor original”, esclareceu o empresário. Para Joaquim Garrido a tipografia está preparada para fazer em papel tudo o que o cliente pensar. “Seja qual for tamanho nós fazemos. Até porque temos equipamentos que permitem fazer cartazes com 2 metros por 60 metros”, salientou. Isto deve-se, em seu entender, “a uma aposta constante em melhores e novas tecnologias e na qualidade. Primamos também por cumprir prazos de entrega e muitas vezes fazemos o trabalho no próprio dia”, salientou.Desde que está em Alpiarça que a Garrido tem por norma colaborar com as colectividades e escolas do concelho, na concepção e impressão de trabalhos. A empresa está também de portas abertas a toda a gente que queira visitar as instalações, sendo frequentes as visitas de alunos e idosos. Isto deve-se a uma grande ligação do empresário da Chamusca à vila de Alpiarça, que considera a sua segunda terra, e onde chegou a jogar futebol nos Águias em 1972 e 1973. GARRIDO EDITORA VENDIDA POR OPÇÃO ESTRATÉGICAA Garrido-Editora, que até há bem pouco tempo estava sediada em Alpiarça, mudou para Lisboa. Isto deve-se ao facto de Joaquim Garrido ter vendido a sua quota na empresa (de 55 por cento) aos restantes sócios que a compõem e que são quatro. “Foi uma opção estratégica. A editora vai ficar com o mesmo nome e “estou convicto que vai continuar a crescer dentro da sua área, que são os livros mais ligeiros”, salientou.Com a venda da Garrido-Editora, o empresário adquiriu a editora Cosmos, especializada em livros de história e publicações pedagógicas desde 1926. A Cosmos, recorde-se, foi fundada por Manuel Rodrigues de Oliveira, de Constância, e por Bento de Jesus Caraça. “Agora que adquiri a editora estou a trabalhar no sentido de trazer a sua sede para o distrito de Santarém”, anunciou. Lembre-se que a Garrido-Editora nasceu em 16 de Março de 2002 e desde essa altura já publicou cerca de 50 títulos.

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