Conforlimpa vice-campeã nacional de crosse longo
ATLETISMO: Domingos Castro venceu e dedicou vitória ao seu colega Carlos Calado
A equipa Gémeos Castro e um dos seus mentores, Domingos Castro, dominaram no domingo por completo as atenções na 80ª edição do nacional de crosse longo, ao conquistarem o título colectivo e individual, com Fernanda Ribeiro a sagrar-se campeã feminina.
A Conforlimpa, equipa sedeada em Almeirim, teve também uma excelente prestação. Concluiu a prova no segundo lugar e meteu dois homens entre os dez primeiros. Alberto Maravilha foi quinto, enquanto Paulo Gomes concluiu no nono lugar. A Conforlimpa, que completou os lugares pontuáveis com um 11º e um 17º lugar, somou 42 pontos, mais 29 que os Gémeos Castro, mas suplantou o Maratona (48) que não pode contar com Paulo Guerra em pleno de forma, apesar do atleta de Barrancos ter sido o melhor da sua equipa, em oitavo.Individualmente, com 39 anos, o veterano Domingos Castro tornou-se o mais velho campeão nacional de crosse e comandou a sua equipa até ao seu primeiro título colectivo, conquistado de forma irrepreensível, ao preencher os três lugares do pódio: Domingos Castro, Eduardo Henriques e o surpreendente Alfredo Brás.Impressionante foi o domínio imposto por Domingos Castro que comandou a corrida (12 km) do princípio ao fim, sempre alargando a distância para os seus mais directos adversários. No final cortou a meta com uma diferença de cerca de 400 metros para Eduardo Henriques, seu companheiro de equipa e campeão em 2002, numa prova que se realizou no Cnema, em Santarém.Domingos Castro mostrou que “velhos são os trapos” e conquistou o seu quinto título no nacional, reeditando as vitórias de 1990, 1993, 1994 e 1998. Mas depois do êxito do veterano atleta - que assim garantiu o seu lugar em mais um mundial de crosse, para ele o 18º - as atenções viram-se para o brilhante terceiro lugar de Alfredo Brás. Depois de alguns anos afastado dos êxitos, o atleta dos Gémeos Castro renasceu das cinzas e passeou a sua determinação e espírito de sacrifício na pista do Jamor.Outro dos homens em grande destaque no Jamor foi Carlos Calado, o atleta que está a atravessar um doloroso período na sua vida, depois da morte da mulher e dos seus dois filhos num acidente doméstico. Carlos Calado correu de preto em homenagem à família e a dor deu-lhe forças para terminar na 12ª posição. No final e no meio de tanta tristeza era um homem feliz, pois cumpriu o objectivo e teve imensas provas de solidariedade e de amizade por parte dos outros atletas.FERNANDA RIBEIRONÃO DEU HIPÓTESESNo sector feminino a superioridade de Fernanda Ribeiro também dominou as atenções. A atleta do FC Porto bisou este ano e depois do título no nacional curto conquistou o crosse longo (8 km), ela que já afirmou por diversas vezes que fazer corta-mato é um enorme sacrifício.A partir do meio da prova Fernanda Ribeiro correu completamente sozinha e nem Mónica Rosa, Anália Rosa e Ana Dias tiveram “pedalada” para a atleta do FC Porto, cujo próximo objectivo não são os mundiais de crosse, mas o Challenge de 10 mil metros.Em femininos o título continua nas mãos do Maratona, pela quarta época consecutiva, com Carla Sacramento, tricampeã nacional, a não conseguir desta vez melhor que a 11ª posição.
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