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Ainda não existem inscrições suficientes para abrir as turmas de restaurante e cozinha. Até à data, o Núcleo de Santarém da Escola de Hotelaria de Lisboa só recebeu doze inscrições

Propinas afastam alunos

Núcleo de Santarém da Escola de Hotelaria de Lisboa em risco de não abrir novas turmas

O núcleo de Santarém da Escola de Hotelaria de Lisboa corre o risco de não abrir novas turmas no próximo ano lectivo, por falta de inscrições. A introdução de propinas nesse tipo de ensino é apontada como a principal causa por Virgílio Évora, responsável por essa estrutura.

Edição de 30.07.2003 | Economia
“Temos tido procura, as pessoas vêm cá informar-se, mas depois acabam por não fazer a matrícula, porque são 75 euros mensais. A verdade é que a introdução das propinas fez reduzir drasticamente o número de inscrições, porque mexem um bocado com as famílias, são um encargo a ter em conta. Noutros anos teríamos já as turmas feitas”, afirma Virgílio Évora, garantindo que ainda há esperanças que até final de Agosto, quando terminam as inscrições, haja alunos suficientes para se poderem abrir as turmas de restaurante e de cozinha. Até à data, o núcleo de Santarém só recebeu doze inscrições.Uma das soluções pode passar pela transferência para o núcleo de Santarém dos interessados que já não têm vaga nas escolas de hotelaria de Lisboa, Estoril ou Coimbra, tuteladas igualmente pelo Instituto Nacional de Formação Turística. A escola do núcleo ribatejano continuará a garantir os apoios sociais ao nível dos transportes e alojamento. As refeições são grátis.O ensino ministrado no núcleo de Santarém da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa prepara os alunos para a vida activa nessa área específica. Os formandos saem com carteira profissional de empregado de mesa, barman, cozinha ou pastelaria, consoante a via escolhida, e a equivalência ao décimo segundo ano. Os cursos têm a duração de três anos, iniciando-se no ano correspondente ao décimo de escolaridade.Actualmente a funcionar na Casa do Campino, sede da Região de Turismo do Ribatejo, o núcleo de Santarém da Escola Hotelaria e Turismo de Lisboa tem prometidas novas instalações praticamente desde a sua fundação, há três anos. O novo espaço ficará situado na zona onde ainda estão instalados os Serviços de Higiene e Limpeza do município. Falta agora colocar em prática o protocolo celebrado entre a Secretaria de Estado do Turismo e a Câmara de Santarém. No espaço que agora utiliza, a escola não dispõe de biblioteca ou de internet, condições que Virgílio Évora considera essenciais e pelas quais diz estar a lutar.
Ainda não existem inscrições suficientes para abrir as turmas de restaurante e cozinha. Até à data, o Núcleo de Santarém da Escola de Hotelaria de Lisboa só recebeu doze inscrições

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