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Guerra de “capelinhas” no Médio Tejo

Em causa as eventuais transferências de valências no centro hospitalar

A guerra de capelinhas entre os três hospitais que compõem o Centro Hospitalar do Médio Tejo agitou-se recentemente, depois dos rumores vindos a público de que algumas valências definidas para cada unidade no projecto de complementaridade, elaborado em 1998, poderiam ser agora “transferidas”.

Edição de 30.07.2003 | Política
Abrantes comanda as “hostilidades”, após terem surgido indícios de que as consultas externas de oftalmologia vão ser concentradas em Torres Novas. O presidente da autarquia solicitou uma reunião urgente com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, agendada para a próxima segunda-feira, e pediu também a realização de uma assembleia municipal extraordinária, que se realiza esta quinta-feira. A Pastoral do concelho distribuiu um abaixo-assinado pela população e as quatro freguesias urbanas da cidade promoveram na última sexta-feira um debate com as suas congéneres de Constância, Sardoal, Mação, Gavião, Vila de Rei e Ponte de Sôr. Todas estas movimentações têm apenas um único objectivo – segurar valências e defender o “seu” hospital contra a “invasão” de Torres Novas e Tomar.Mas as manifestações de desagrado relativamente a algumas situações pontuais, como o encerramento da urgência pediátrica em Tomar durante alguns fins-de-semana, estão também a agitar, embora mais discretamente, a população abrangida pelas unidades de Tomar e Torres Novas.No meio de toda esta polémica, António Branco, ex-administrador do Centro Hospitalar do Médio Tejo e da Sub-Região de Saúde de Santarém, põe o dedo na ferida: “A estratégia de comunicação da administração do Centro Hospitalar tem pecado pela desinformação”. O médico defende que devia ser dada toda a informação possível às populações. É que o silêncio nem sempre é de ouro...A única alteração entre o projecto de complementaridade elaborado em 1998, do qual nasceu o Centro Hospitalar do Médio Tejo, e a actual situação das três unidades que o compõem (Abrantes, Tomar e Torres Novas) é a concentração das consultas externas de oftalmologia na unidade de Torres Novas. Tudo o resto se mantém inalterado, apesar dos rumores existentes sobre a mudança de valências entre hospitais.António Branco refere que inicialmente estava previsto que as três unidades tivessem todas as valências em termos de consulta externa. “O que está definido nesse documento é que tudo aquilo que fosse possível fazer com maior proximidade sê-lo-ia feito. Se isso foi alterado, como referem alguns responsáveis de Abrantes, quer dizer que as regras foram mudadas a meio do jogo”.Apesar das afirmações provenientes de Abrantes, que diz não saber se têm fundamento, António Branco considera que os responsáveis políticos, religiosos e os próprios médicos desse concelho estão a “empolar” demasiado a situação. “O problema é que ao fim deste tempo todo ainda não foi interiorizado por muitos a questão de que há apenas um hospital com três edifícios. Se calhar edifícios a mais”, refere.

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