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Novos apoios à agricultura

Novos apoios à agricultura

Conservação do ambiente e boas práticas agrícolas são as apostas
Edição de 11.02.2004 | Economia
A conservação e melhoria do meio ambiente e o apoio aos sistemas de agricultura tradicional estão na base das medidas agro-ambientais regulamentadas por uma portaria publicada em Outubro último.Mediante determinados requisitos, que envolvem áreas mínimas de cultivo entre outros itens, os agricultores podem candidatar-se a estas novas ajudas, ficando obrigados a cumprirem durante cinco anos as normas impostas, sob pena de devolverem todos os apoios entretanto recebidos. Para além da obrigatoriedade de se cumprirem as boas práticas agrícolas - mobilização de solos, utilização de fertilizantes e fitofarmacêutico recomendados Direcção-Geral de Protecção de Culturas (DGPC) -, do preenchimento de um caderno de campo onde são registados todas as adubações e tratamentos, os agricultores comprometem-se a fazer análises periódicas ao solo e à agua e a limpar as suas terras dos plásticos utilizados durante a cultura.Este é um dos problemas de mais difícil resolução segundo Mário Antunes, técnico da Agrotejo, associação que na região está a divulgar estas novas medidas integradas no programa Ruris. “A Agrotejo trabalha com uma organização não governamental que recolhe o plástico, mas as fábricas não os recebem quando estão demasiado sujos. Este é um problema que tem de ser visto com muito cuidado”, diz.A Agrotejo tem desenvolvido sessões de esclarecimento junto dos agricultores sobre os apoios e as exigências das novas medidas agro-ambientais e os seus técnicos estão aptos a prestar todos os esclarecimentos.Para além do incentivo à conservação do ambiente, os apoios visam também equilibrar alguma quebra de produção e a consequente redução dos rendimentos que possa verificar-se devido a uma utilização de químicos mais racional. Isto é, as grandes produções por hectare eram muitas vezes originadas por adubações massivas que a médio prazo acabam por saturar as terras e a poluição dos aquíferos.Aliás, as agro-ambientais reguladas pela Portaria n.º 1212/2003, de 16 de Outubro, que se dividem em cinco grandes grupos, contemplam a redução da lixiviação provocadas pelos agro-químicos.Na opinião de Mário Antunes, os agricultores da região estão sensibilizados para a necessidade de preservar o meio ambiente e a maioria já trabalha a terra, respeitando as boas práticas agrícolas, salvaguardando também a continuidade da exploração agrícola e a redução dos custos, dado o elevado preço dos fertilizantes.Por outro lado, em algumas zonas do país o nível de nitratos dos aquíferos já atingiu 50 mg/litro, situação que as torna regiões vulneráveis. “Na região esses níveis não ultrapassam 25mg/litro, mas podem haver áreas localizadas onde esses valores são mais altos”, esclarece Mário Antunes.Também por este risco, derivado da má utilização dos solos, começa a ser cada vez mais evidente o respeito pelas boas práticas agrícolas.
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