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Topógrafos agredidos queixam-se da actuação da GNR

Edição de 03.03.2004 | Sociedade
Os dois topógrafos agredidos em Mação, por terem sido confundidos com incendiários, querem apurar todas as responsabilidades da situação. E por isso apresentaram queixa contra os militares da GNR local que acusam de terem tido uma atitude de beneplácito. Para Eduardo Costa, um dos agredidos, os elementos da Guarda esperaram que primeiro “se fizesse justiça popular e só depois apareceram”. E acrescenta que “não identificaram ninguém, nem os que estavam em nítido estado de embriaguês”. Contou ainda que algumas das pessoas que estavam alcoolizadas “saíram a conduzir à frente da GNR, sem que esta fizesse o que quer que fosse”. À queixa apresentada por Eduardo Costa o Ministério Público deu seguimento, ordenando a abertura de um inquérito. O topógrafo lamenta que os mesmos elementos da guarda, que supostamente o deveriam ter protegido, tenham feito ainda uma operação de stop quando abandonavam a vila, pedindo-lhes que se identificassem. Recorde-se que o caso das agressões por parte de populares, como O MIRANTE noticiou, foi julgado recentemente no Tribunal de Mação. A decisão, proferida dia 18 de Fevereiro, deu como provadas as agressões por parte de dois homens, em Junho de 2002, a Eduardo Costa e Vasco Themudo. O tribunal deu como provado que no dia 27 de Junho, na aldeia de Vale Pedroantes, freguesia de Carvoeira, um grupo de uma dezena de pessoas rodeou o carro onde seguiam os dois topógrafos, Eduardo Costa e Vasco Themudo. Julgando tratar-se de incendiários ou assaltantes, os técnicos foram barricados pelas pessoas, tendo o arguido Armando Alves desferido duas pauladas na cabeça e na zona do pescoço de Eduardo Costa. Atitude que lhe valeu uma pena de multa de 750 euros.Ezequiel Maurício, o outro arguido acusado de agressões, foi condenado a uma multa de 150 euros por injúrias, já que não ficou provada a autoria de agressões físicas. No meio da confusão desapareceu um aparelho de GPS avaliado em mil euros e uma máquina fotográfica no valor de 250 euros. Conforme consta da sentença, para além da perda do material, os dois topógrafos viveram momentos de grande aflição, temendo pela própria vida, até à chegada da GNR.

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