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Teatro de Almeirim finalmente em obras

Teatro de Almeirim finalmente em obras

Chegou ao fim um processo conturbado que durou doze anos

Após doze anos de complicadas negociações, já começaram as obras de recuperação do cine-teatro de Almeirim. A ideia da autarquia é transformá-lo numa sala de espectáculos polivalente.

Edição de 07.04.2004 | Sociedade
As obras de recuperação do Cine-Teatro de Almeirim iniciaram-se dia 1 de Abril, pondo fim a um conturbado processo que se arrastou durante 12 anos. Numa primeira fase, a construtora Torrão, que ganhou o concurso público para execução dos trabalhos, está a proceder à retirada de materiais do interior do edifício. As janelas, as cadeiras e a estrutura do telhado já foram tiradas de modo a facilitar as tarefas de demolição. Das instalações, que já apresentavam um elevado grau de degradação, foi também retirada a máquina de projecção que apresenta um bom estado de conservação e ainda um piano antigo. Os equipamentos foram guardados em instalações camarárias e podem, após as obras, ser usados para decorar a nova sala de espectáculos da cidade. Os trabalhos vão custar cerca de três milhões de euros e incluem a demolição do interior do edifício e de uma habitação contígua, adquirida pela autarquia com o objectivo de alargar o edifício. A fachada do cine-teatro é a única parte que se vai manter daquela que será uma sala de espectáculos polivalente. Recorde-se que o processo de recuperação do cine-teatro já dura há mais de uma década. Durante este tempo o imóvel foi caindo aos poucos e nos últimos anos teve que ficar interdito a espectáculos, depois de ter caído parte do tecto. Os primeiros problemas começaram com a aquisição do edifício, por parte da câmara, há 10 anos, após um longo e difícil processo de negociações com os anteriores proprietários.Em 1999 meteram-se no caminho entraves ao processo de financiamento para recuperação de casas de espectáculo. O processo estava a ser desenvolvido pelo Ministério da Cultura. Foi aprovado, cumprindo os requisitos necessários. No entanto o Programa Operacional da Cultura previa para o terceiro Quadro Comunitário de Apoio (QCAIII) investimentos prioritários em museus. Mais recentemente a reclamação de duas empresas concorrentes ao concurso público atrasou o início das obras. As queixosas eram as construtoras Ventura & Pires e Editejo, por terem sido excluídas do concurso. A razão invocada pela comissão de análise de propostas da autarquia era a de falta de “capacidade técnica”. A Editejo é a mesma empresa que construiu a biblioteca municipal da cidade há 12 anos e com a qual a câmara tem um diferendo. Recorde-se que em Outubro de 2003 a Câmara de Almeirim decidiu accionar a garantia bancária depositada pelo empreiteiro referente às obras da biblioteca. É que a construtora nunca conseguiu resolver os problemas de infiltrações do edifício. E ao último pedido da autarquia para que a situação fosse resolvida, a Editejo respondeu com um orçamento.
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