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Viajar para o trabalho será mais caro

Viajar para o trabalho será mais caro

Vila Franca contra o fim dos passes sociais e combinados

Com o fim dos passes sociais e combinados, viajar para o trabalho será mais caro a partir de Junho. Os estudos apontam para uma subida média de 25 euros mensais.

Edição de 07.04.2004 | Sociedade
Os utilizadores dos passes sociais e combinados vão gastar em média mais 25 euros por mês a partir de 1 de Junho. Esta medida traduz-se num aumento de mais de 50 por cento e vai afectar dezenas de milhar de passageiros dos concelhos de Vila Franca de Xira, Azambuja e Benavente, entre outros. Um aviso publicado na imprensa no dia 29 de Março dá conta que as empresas Rodoviária de Lisboa, Scotturb, Transportes do Sul do Tejo e Vimeca Transportes defendem que os utentes deverão utilizar passes individuais de cada uma das empresas.O secretário de Estado dos Transportes já confirmou a intenção das empresas, mas Seabra Ferreira, prometeu que o Governo vai encontrar, ainda este mês, uma solução para o problema. “Será encontrada uma solução de que não resultará prejuízo para os utentes”.O secretário de Estado não adiantou, porém, se essa solução passa pela contratualização do serviço com as transportadoras que denunciaram o acordo e pela atribuição das indemnizações compensatórias que as empresas exigem para cobrir os custos sociais da redução de preços exigida pelo Estado.Na reunião de 31 de Março, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira aprovou por unanimidade uma moção em que se manifesta contra a intenção das empresas de transportes de acabarem com os passes sociais combinados.Segundo o documento, o acordo é extensivo a outros operadores de transporte, incluindo a Carris, Metro, CP, Transtejo, Soflusa e Serviços Colectivos do Barreiro.Os autarcas consideram que esta medida vai agravar as condições de vida dos munícipes com perda de poder de compra e vai incentivar o uso do automóvel contrariando a pretensão de retirar viaturas particulares das cidades.A câmara solicita que o Governo, em articulação com a Autoridade Metropolitana de Transportes, retome as negociações com os operadores para garantir a continuidade do acordo. A presidente Maria da Luz Rosinha informou que tem mantido contactos com o secretário de Estado dos Transportes que lhe afirmou que os aumentos serão inevitáveis, embora o Governo esteja empenhado em minimizá-los. Rui Rei alertou a câmaraO vereador do PSD lembrou a câmara que, em Junho de 2003, apresentou uma proposta em que propunha o alargamento do passe social intermodal “Lisboa Viva” a todos os munícipes do concelho, uma vez que a cobertura do passe ficava pela Póvoa de Santa Iria nos transportes ferroviários e ia até à Verdelha nos autocarros. Segundo Rui Rei a proposta foi aprovada por unanimidade em 11 de Junho, mas caiu em saco roto. “O que foi feito pelo executivo liderado pela presidente da Junta Metropolitana de Lisboa?”, questionou.A presidente Maria da Luz Rosinha refutou as críticas e lembrou que foi criada a Autoridade Metropolitana de Transportes, entidade a quem cabe um papel activo nas negociações com o Governo e com os operadores.Numa conferência de imprensa na sexta-feira, 2 de Abril, Rui Rei referiu que não foram feitas diligências junto do Governo e das empresas para avaliar a real intenção e “a provar-se que nada foi feito estamos perante um acto de incompetência que prejudicou milhares de cidadãos do concelho”. O autarca, e líder do PSD no concelho, não poupou ainda as estruturas do PS que acusou de ceder aos lobbies que pretendem acabar com os passes sociais. Rui Rei disse que a primeira machadada no passe social foi dada quando não considerou a travessia ferroviária na ponte 25 de Abril “com o argumento de que a boa vista e a qualidade tinham de ser pagas”.
Viajar para o trabalho será mais caro

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