
O bode expiatório
“Sinto-me o bode expiatório, não me culpem a mim da asneira que fizeram”, clamava o vereador da CDU, António Ferreira, na reunião de Câmara do Entroncamento de segunda-feira. “Com ou sem bode isto está escrito. Não vai ser bode expiatório porque para isso tinha de trabalhar e não trabalhou. Isso é cobardia política”, contrapunha José Eduardo Fanha Vieira (PS), a propósito do aumento das taxas dos terrados cobradas no mercado semanal, que motivaram protestos de alguns feirantes. Para se perceber melhor esta linguagem de feira, sem desprimor, diga-se que a tabela de taxas a cobrar pelos terrados existe desde 1994 mas pelos vistos ninguém teve vontade ou coragem de a aplicar. Só já este ano a câmara resolveu pô-la em prática, meses depois do vereador da CDU ter sido afastado do pelouro. E os vendedores não gostaram…

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