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À terceira foi de vez

Rui Silva ganhou o “seu” grande prémio e bateu o recorde da prova

À terceira participação no grande prémio de atletismo feito em sua homenagem, Rui Silva deu uma enorme alegria às gentes do Cartaxo. Venceu a prova pela primeira vez e ainda por cima com o melhor tempo de sempre. Participaram cerca de mil atletas.

Edição de 28.04.2004 | Desporto
A noite de 24 de Abril de 2004 já ganhou um lugar na história desportiva do Cartaxo. Rui Silva, atleta internacio-nal português que começou a correr no Estrela Ouriquense e que actualmente reside no Cartaxo, venceu o grande prémio que tem o seu nome e brindou os dois a três mil espectadores que se estenderam ao longo dos cerca de 2.5 Km do percurso, com uma corrida quase perfeita, em que bateu o recorde da prova.A expectativa foi grande ao longo de toda a corrida. Ao contrário das edições anteriores, em que os atletas africanos cedo se destacaram, desta vez Rui Silva esteve sempre no grupo da frente. Primeiro com Daniel Sipe (Tanzânia) e David Chepkony (Quénia) mas, sensivelmente a partir do meio da prova, apenas na companhia do tanzaniano.Puxado pelo público e visivelmente em melhor forma do que nas suas duas participações anteriores, Rui Silva resistiu aos vários ataques do tanzaniano, esteve sempre ao seu lado e, a cerca de 300 metros do final, deu uma violenta sapatada, que deixou o africano para trás.Os espectadores que se estenderam ao longo da recta da meta esperavam um final com os dois atletas lado a lado, mas o sprint final de Rui Silva deixou Daniel Sipe a seis segundos, estabelecendo o novo recorde para os oito quilómetros da prova em 22 minutos e 37 segundos, menos sete segundos que o anterior máximo. Refira-se que Daniel Sipe também fez melhor tempo que o anterior recorde da prova, o que atesta bem a qualidade da prova deste ano.Feliz com a sua primeira vitória neste grande prémio feito em sua homenagem, Rui Silva revelou que a sua estratégia era mesmo vencer no sprint final. “Ele (Daniel Sipe) atacou logo na primeira subida, depois voltou a atacar na segunda e na terceira. Eu consegui sempre resistir aos ataques dele para utilizar a minha arma, que era o sprint final e foi isso que fiz. Quando faltavam 300 metros eu sabia que vínhamos os dois cansados, mas sprintei e ganhei”, descreveu.Uma das razões para a vitória este ano pode estar no facto de ter começado a preparação uma semana mais cedo, um dado reforçado pelo seu treinador. “É muito complicado vencer aqui nesta altura da época. O Rui termina o período da pista coberta e descansa normalmente 15 dias. Por isso, esta competição surge sempre num momento difícil para ele, o que não quer dizer que não ganhe, como aconteceu este ano, em que começou a preparação um pouco mais cedo”, frisou Bernardo Manuel.Comentando o elevado número de espectadores, Rui Silva diz que a correr não dá para ter a noção se está muita ou pouca gente, mas agradeceu o enorme carinho do público que, em algumas provas, se faz notar ao contrário, ou seja, pela ausência. “Hoje em dia nas provas de pista a nível nacional estamos a ficar muito pobres em termos de espectadores. As provas de estrada têm o seu valor e o Cartaxo demonstra aqui que não junta gente só no futebol”.Para o presidente da Câmara do Cartaxo, a vitória de Rui Silva foi o “sal” que faltava para temperar esta corrida, que considerou uma aposta ganha da autarquia. “Tornou-se já uma das principais, se não a principal, prova de atletismo urbano de cidade. A adesão dos participantes é cada vez maior e o mar de gente que assistiu à prova demonstra que as pessoas da terra e da região acarinham esta prova de forma muito significativa”, afirmou Paulo Caldas.“Foi a maior prova de sempre e foi um orgulho ver o Rui ganhar. Ter um campeão do mundo que ganha na sua própria terra é algo que dá muito orgulho”, acrescentou o autarca. A quarta edição do grande Prémio Rui Silva contou com cerca de mil inscritos e, ao longo do percurso estiveram entre duas a três mil pessoas.Marina Bastos vence no sector femininoEntre as senhoras, a vitória este ano foi também portuguesa. Marina Bastos, do Maratona, dominou toda a corrida e terminou com doze segundos de vantagem sobre a russa Larissa Zousko. Rita Simões, do Sporting, foi a terceira, a quase um minuto da vencedora.Destaquem-se ainda as vitórias de João Lopes, do Clube de Natação de Rio Maior, em juniores masculinos e de Cristina Valente (Pasteleira), em juniores femininos, prova onde Sandra Carriça, da ADR de Águas Belas, terminou em terceiro lugar.

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