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Contas passam com críticas

Troca de acusações na Assembleia Municipal da Golegã
Edição de 28.04.2004 | Política
Numa reunião agitada, realizada no dia 22 de Abril, em que a bancada da CDU na Assembleia Municipal da Golegã e o presidente da câmara, o socialista Veiga Maltez, trocaram palavras fortes, foram aprovadas, sem votos contra, as contas da gerência da câmara relativas a 2003. A oposição optou pela abstenção.Os atritos entre o eleito da CDU, José Manuel Rosário, e os membros do executivo afectos ao PS começaram logo no período de antes da ordem do dia. Altura em que o eleito da oposição acusou o executivo de falta de transparência, por não lhe ter facultado um ofício de uma construtora sobre o litígio referente ao arranjo de um caminho rural.Veiga Maltez e o vereador Melancia Cachado indignaram-se porque, segundo disseram, o eleito da CDU esteve uma tarde inteira a consultar os documentos desse processo e o vereador a dar-lhe todas as explicações pedidas.“O senhor está a agir de má fé e está a brincar connosco. Mas repare que eu não sou nenhum bobo da corte e não estou disposto a aceitar a forma ditatorial como o senhor está a tratar todo o executivo”, disse com grande crispação Veiga Maltez.José Manuel do Rosário insistiu que o documento lhe devia ter sido enviado, o que levou o próprio presidente da assembleia, Luís Filipe Vaz Godinho (PS), a avisá-lo que estava a ir longe demais. Foi também o mesmo eleito da CDU o único a criticar as contas apresentadas, porque na sua opinião o nível de execução do projectado foi muito baixo. “Apenas se executou 60 por cento do previsto. É muito pouco”, disse, acrescentando que as horas extraordinárias aumentaram e que a dívida da autarquia subiu para mais de 2 milhões e quinhentos mil euros. “Isto só prova que a incompetência provoca uma má gestão”, sentenciou José Manuel do Rosário.O eleito da CDU referiu ainda que a receita aumentou, mas que isso se deveu à custa dos impostos directos. “A sisa foi responsável por um aumento de 130 por cento, mas todos sabemos que este imposto é muito incerto. Num ano pode aumentar muito como no outro pode descer para quase nada. É preciso gerir melhor os dinheiros públicos e reduzir as dívidas”.Veiga Maltez respondeu às críticas da oposição garantindo que as dívidas ainda vão baixar muito até ao final do ano. Mas que elas são reflexo dos muitos milhões de euros investidos no desenvolvimento do concelho, que estava completamente parado depois dos mandatos da CDU.“Os milhões de contos que se investiram no concelho são os responsáveis pelo aumento da sisa, que nos tempos da CDU era pouco menos que inexistente”, referiu o presidente da câmara, que acrescentou ainda que, quanto à gestão incompetente, “há qualquer coisa que não encaixa bem, e só é imaginável na vossa cabeça, porque não é a ideia de 74 por cento da população”.Os documentos acabaram por ser aprovados pelos eleitos do PS, com a abstenção dos eleitos da CDU e do PSD. Na reunião foram ainda eleitos Luís Filipe Vaz Godinho, Ana Caixinha, Ana Lúcia Bento e Carlos Duque, todos do PS, para a Comissão de Apoio às Crianças em Risco.

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