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Exaltar o espírito da revolução

30 anos de Abril assinalados em Benavente
Edição de 28.04.2004 | Política
“Quem gostaria de estar aqui era o meu marido”. Foi com esta frase que Natércia Salgueiro Maia, esposa do principal rosto do 25 de Abril, iniciou o debate subordinado ao tema “Liberdade e Cidadania” que se realizou no passado dia 20, no cine-teatro de Benavente. “O presente e o futuro não se constroem sem o passado. É preciso que os mais jovens conheçam o período que antecedeu Abril de 1974”, referiu a viúva de Salgueiro Maia, lembrando que na altura Portugal era um país pobre e sem liberdade. A população não tinha saneamento básico e o acesso à cultura era só para algumas minorias. Não se podia pensar de forma diferente. Natércia Salgueiro Maia caracterizou o marido como sendo uma pessoa simples e de acção. “Quando ele se propunha fazer uma coisa, ele fazia e não havia obstáculos”. Por isso, “a melhor homenagem que lhe podemos fazer é sermos participativos”, referiu. “ Se ele fosse vivo, o que mais detestaria era a corrupção e a falta de vergonha”. “Salgueiro Maia era uma pessoa que amava o seu país e queria o melhor para todos nós”, concluiu.Para Teresa Freitas, presidente da Casa da Europa do Ribatejo, a quem coube moderar o debate, “Portugal aprendeu pouco com a primeira república”. Na opinião do presidente da Câmara Municipal de Benavente, “Salgueiro Maia foi honesto, ajudou a libertar-nos”. António José Ganhão defendeu também que “não há cidadania sem a participação dos cidadãos”. Recordado no debate foi também o professor Agostinho da Silva. Coube ao escritor Fernando Da Costa falar deste ensaísta português que muito defendeu os ideais da democracia. “Um povo só pode sobreviver se tiver um sonho”, foi uma das muitas frases de Agostinho da Silva.Os deputados Norana Coissoró, José Apolinário e António Felipe exaltaram as conquistas da revolução e defenderam a sua divulgação às gerações mais jovens. Mário Gonçalves

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