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Polícias em marcha lenta

Polícias em marcha lenta

De Torres Novas a Lisboa em protesto contra a “discriminação” nas carreiras
Edição de 28.04.2004 | Sociedade
A Associação Sindical de Oficiais de Polícia (ASOP) “não poderá continuar a aceitar indefinidamente a discriminação e muito menos a falta de respeito pelas quatro centenas de oficiais oriundos dos cursos de promoção beneficiando-se quer em colocações, quer em vencimentos, as apenas duas centenas de oficiais com licenciatura específica do Instituto Superior de Ciências Policiais e de Segurança Interna (ISCPSI)”. Lê-se no comunicado distribuído no sábado pela ASOP.Os oficiais de polícia começaram a reunir-se pelas 14h30 junto à Escola Prática de Polícia (EPP), em Torres Novas, onde tiraram a sua formação, seguindo depois em marcha lenta até Lisboa. O andamento não ultrapassou os 50 quilómetros por hora.Na EPP muitos dos oficiais entregaram os seus livros de curso e no ISCPSI, em Lisboa, cópias dos diplomas dos cursos que frequentaram naquele instituto como desafio aos responsáveis da direcção nacional da PSP e do Ministério da Administração Interna para que “digam quanto vale” a formação destes oficiais.Os oficiais sentem-se discriminados em relação aos colegas que têm licenciatura do ISCPSI, como frisou o presidente da Associação Sindical de Oficiais de Polícia (ASOP/PSP), Jorge Soares, que durante anos comandou a esquadra da PSP de Torres Novas.Jorge Soares, acompanhado de Lopes Martins, presidente da assembleia geral da ASOP e comandante da esquadra da PSP de Tomar, sintetizou os principais motivos da manifestação pela equiparação dos oficiais da polícia. “É caricato que alguns destes homens que foram professores de licenciados no instituto sejam ultrapassados por estes”, disse, referindo-se de seguida ao fim das quotas para promoções e progressões: “É vergonhoso que estas quotas favoreçam os licenciados pelo ISCPSI, que são cerca de metade dos outros oficiais”. “Digam-nos o que é preciso fazer para que a administração possa escolher os melhores”, disse o presidente da ASOP, declarando a disponibilidade dos “oficiais da tarimba” para complementarem a sua formação académica se isso for entendido como necessário.O presidente da ASOP disse à Lusa que a associação estabeleceu um prazo para a resolução da situação até ao início do Euro 2004, prevendo a realização de outras acções de protesto que, garantiu, nunca porão em causa a realização do evento.
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