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Um monte de entulho à porta de casa

Um monte de entulho à porta de casa

A área envolvente à rua Padre João Rodrigues Ribeiro, em Santarém, está transformada em aterro

Há cerca de ano e meio que está a ser despejado entulho junto à rua Padre João Rodrigues Ribeiro, em Santarém. Os moradores da zona têm tentado tudo para que a Câmara de Santarém resolva o problema, mas da autarquia não há resposta.

Edição de 28.04.2004 | Sociedade
Os moradores do número 16 da rua Padre João Rodrigues Ribeiro, em Santarém, não se conformam com o panorama degradante que têm à porta de casa. Um terreno público está transformado em local de despejo de todo o género de entulho. Alcatrão, plásticos, papéis e todo o género de detritos. Alzira Mendes mora no rés-do-chão esquerdo. Cada vez que abre as janelas de casa apenas vê um muro e um monte de entulho que mancha a paisagem e vai escondendo o sol. Mas quem mora nos andares de cima também tem razões de queixa. A diferença é apenas um questão de perspectiva sobre o morro, mas a sujidade que se acumula na roupa colocada nos estendais e janelas é bem real.Segundo os moradores, grande parte do entulho foi colocado há cerca de ano e meio por uma empresa que procedeu à instalação de gás natural na rua do Colégio Militar e que o despejou à porta das suas casas.Afirmam que os próprios serviços municipalizados ali despejaram lixo, num local que consideram estar junto de um cartão de visita de Santarém. “Estamos a apenas alguns metros do local onde se realiza o festival de gastronomia, o mercado quinzenal e da praça de touros. É inconcebível que permitam esta situação”, acusam Rui e Luísa Gonçalves, moradores do terceiro piso.Tudo tem sido tentado para que os responsáveis da câmara tomem uma atitude. Desde o envio de cartas a informar a autarquia, telefonemas para o Departamento de Obras Municipais e até cartões de boas festas devolvidos ao remetente. “Porque passa boas festas quem tem qualidade de vida. O que nós não possuímos há bastante tempo”, aponta Luísa Gonçalves.Rui Gonçalves também esteve reunido com o presidente da Junta de Freguesia de Marvila, Mário Santos, há cerca de um ano, para que este desse conhecimento do problema à Câmara de Santarém. Até fotos do local foram enviadas ao presidente da câmara, Rui Barreiro, mas nada surtiu efeito.De acordo com os moradores, as máquinas despejam o entulho e compactam tudo o mais possível, para que possam voltar com mais carga. Não é difícil verificar que há zonas do terreno com cerca de dois metros de altura de terra.Árvores e postes de electricidade estão parcialmente enterrados, com os moradores dos andares mais baixos a sentirem-se “encovados” à medida que o chão vai ganhando altura. Também um antigo parque infantil no final de rua está transformado em espaço de estacionamento e parque de sucata, com muros partidos e ervas a treparem pelas paredes junto ao prédio. Um local por onde se movimentam cobras e ratos que fazem companhia a gatos errantes.O vereador da Câmara de Santarém, Manuel Afonso, reconheceu que a autarquia permitiu que a empresa Tagusgás fizesse o depósito de entulho no local, devido à falta de um local apropriado para colocação daqueles materiais, após a conclusão da instalação de redes de gás na cidade.“Estamos a analisar com a Resitejo uma solução que permita depositar este tipo de entulho de forma a limpar brevemente aquela zona, que integra o plano de requalificação do Campo da Feira”, esclareceu Manuel Afonso, adiantando que está prevista a construção de um hotel nas imediações.Ainda segundo o vereador a edilidade está a fazer um grande esforço de “limpeza” da cidade, exemplificando com os trabalhos executados em Vale Gaião, junto ao depósito de água e na calçada da Atamarma, e adiantando que não se pode fazer tudo ao mesmo tempo.
Um monte de entulho à porta de casa

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