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Reviravolta à beira do fim

Reviravolta à beira do fim

Samora Correia marcou cedo mas Ouriquense deu a volta nos últimos cinco minutos

O Ouriquense foi a Samora ganhar por 2-1 mas esteve a perder até aos 86 minutos. A reviravolta aconteceu em apenas três minutos, castigando a falta de ambição da equipa local, que entrou muito bem no jogo, marcou cedo, mas passou o resto do tempo a defender. Quem não arrisca….

O jogo deste domingo entre o Samora Correia e o Ouriquense, segundo e primeiro classificados do Campeonato Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém, esteve longe de ser uma partida bonita de se ver, mas teve emoção até ao último segundo.A equipa da casa entrou melhor e marcou cedo, logo aos dez minutos, por Vilela. O avançado samorense deu o melhor seguimento a um cruzamento do lado esquerdo, aparecendo sozinho em posição central e desviando a bola para a baliza à vontade, sem qualquer marcação da defesa forasteira. O golo foi a sequência natural de um período de domínio do Samora, que entrou muito bem no jogo. Os jogadores apresentaram uma garra e um espírito de entreajuda notável, preenchendo os espaços livres e anulando as jogadas ofensivas do forte ataque Ouriquense, que parecia algo atordoado com a forma de jogar dos visitados.O Estrela só começou a reagir por volta da meia hora e a primeira jogada de verdadeiro perigo junto da baliza do Samora Correia aconteceu aos 34 minutos. Marco Neves rematou forte à entrada da área, com Sérgio a responder com uma grande defesa para canto.O domínio da equipa de Vila Chã de Ourique foi-se intensificando e, nos quatro minutos de desconto dados pelo árbitro na primeira parte, o golo do empate esteve quase a surgir. Aos 46 minutos, Marco Neves aproveitou uma falha de Hugo e cruzou para Ricardo que, ao primeiro poste, desviou para a malha lateral. Na jogada seguinte, os homens do Ouriquense ainda gritaram golo, mas Hugo desviou para canto mesmo em cima da linha, já com o guarda-redes batido. Na marcação do canto, Ricardo cabeceou a rasar o poste. “Cheirava” a golo para os visitantes, mas a bola teimava em não entrar.O começo da segunda parte foi um verdadeiro atentado ao futebol. Os jogadores do Samora recorreram a tudo quanto era anti-jogo, simulando lesões, demorando a repor a bola e protestando por tudo e por nada. Os primeiros vinte minutos da segunda parte devem ter tido pouco mais de 7-8 minutos de jogo efectivamente jogado.Num dos poucos lances interessantes nesse período, o Samora esteve perto de “matar” o jogo. Numa jogada de contra-ataque pela direita, Camora tentou o chapéu a Gonçalo mas falhou por escassos centímetros, fazendo a bola embater na parte superior do ferro da baliza do guardião do Ouriquense, que nessa altura já jogava quase como libero, tentando compensar o adiantamento da equipa em busca do empate.Minuto após minuto, a pressão dos visitantes acentuava-se, mas os jogadores do ataque do Ouriquense perdiam-se em jogadas individuais que nada de bom traziam para a equipa. A dez minutos do fim, Pombo, sem o guarda-redes do Samora na baliza, chutou para golo. A bola ia a entrar mas Hugo, pela segunda vez, desviou a bola sobre a linha de golo. Dois minutos depois foi Sérgio a efectuar mais uma excelente defesa enviando para canto um remate de Marco Neves.Até que, aos 86 minutos, o ataque do Ouriquense descobriu finalmente o caminho das redes do Samora. Ricardo, de pontapé de bicicleta, chutou para boa defesa de recurso de Sérgio. Na recarga a bola foi devolvida pelo poste e, à terceira, Ricardo rematou finalmente para o fundo da baliza, estabelecendo o empate, que era mais que justo naquela altura.A equipa visitante não ficou satisfeita com o resultado e continuou a pressionar. Três minutos depois, Ruas escapou-se pela esquerda e cruzou para a zona central onde apareceu Pombo a cabecear de raiva para a baliza, sem hipótese para Sérgio. Estava consumada a reviravolta no marcador e feito o resultado final, apesar de, descontos incluídos, a partida ainda ter mais oito minutos.O Ouriquense mereceu levar os três pontos porque foi a equipa que ao longo do jogo buscou a vitória. O Samora entrou muito bem, deu clara sensação de estar melhor que o adversário, mas começou a defender cedo demais e foi vítima de alguma falta de ambição.O trio de arbitragem, contestado por ambas as equipas, acabou por ter uma actuação globalmente positiva. Filipe Custódio podia - e devia - ter sido um pouco mais duro no castigo ao anti-jogo do Samora, mas acabou por compensar com os quatro minutos de desconto na primeira parte e sete na segunda.
Reviravolta à beira do fim

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