Alargar o Terreirinho das Flores
Num dos últimos dias de Outubro dei de caras, no Terreirinho das Flores, em Santarém, com um grupo que observava, atentamente, o prédio que ameaça ruína. Uma parte da “voz pública” da área diz que possivelmente o prédio vai todo abaixo e, em seu lugar, se fará algo que não fique mal no largo. Outros, que não é caso para tanto.Recordando o início dos anos 30, lembro-me de, nesse prédio, existir uma das mais famosas casas de pasto da cidade – “O Cartaxeiro”. Em frente, do outro lado da Rua de S. Martinho, numa enorme dependência, a grande “Adega do Cartaxeiro”, de monumentais tonéis onde se guardava o famoso tinto do Cartaxo. Por esse tempo, uma câmara de gente expedita teve a ideia de alargar a parte mais estreita da Rua de S. Martinho, entre o Terreirinho e a Calçada de Mem Ramires.A “fatia” que se cortou ao prédio levou parte do “Cartaxeiro” e a pequena loja do sr. Cristóvão. Reconstituiu-se a fachada, mas o resto parece não ter ficado obra de jeito.Mais tarde, se bem me lembro, e dentro da mesma ideia, alargaram-se as ruas 1º de Dezembro e S. Nicolau. Estes alargamentos de que Santarém precisava, e precisa cada vez mais, tiveram um “ponto alto” cerca de meio século antes, com a abertura da “rua nova” que deu a Santarém, terra de vasos capilares, a sua melhor artéria. Sacrificando a mítica travessa dos sete cantos e outras ruelas e bem assim os proprietários expropriados a bem de Santarém.O que se sugere é que, se se optar por deitar tudo abaixo, se façam todos os esforços no sentido de alargar o Terreirinho. O centro histórico necessita de mais espaço livre e esta é a altura única que não se pode desperdiçar. E que espero não se desperdice.Mário V. Oliveira - Santarém
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