
Dar a conhecer outros povos e culturas
Pérsio Basso, técnico de comunicação da Câmara de Vila Nova da Barquinha
Pérsio Basso, 28 anos, casado, já foi jornalista mas optou por abandonar a actividade em busca de uma estabilidade económica que não encontrou na profissão. O técnico de jornalismo e comunicação da Câmara de Vila Nova da Barquinha licenciou-se em Jornalismo e Comunicação no Instituto Politécnico de Santarém, estagiou no diário Público e trabalhou no semanário Independente e posteriormente na Rádio Hertz, de Tomar.O interesse pela comunicação começou a revelar-se no liceu. Destacava-se na composição escrita, fez poemas que nunca publicou e integrou o jornal de turma da Escola Secundária do Entroncamento. Se voltasse ao jornalismo, gostava de enveredar pela reportagem de viagem. Andar pelo mundo e dar a conhecer, através do texto e da fotografia, outros povos e outras culturas. Mas sabe que esse é um sonho quase intangível. Tal como não será fácil realizar o sonho de entrevistar Gorbachev, o antigo líder russo que “ajudou a mudar o mundo”.A profissão de Pérsio “obriga-o” a estar atento ao conteúdo noticioso dos jornais locais, regionais e nacionais. Para obter o feedback das notícias que envia para a imprensa. Mas mesmo que não fosse por imperativo profissional a atenção seria a mesma. Confessa-se um devorador de jornais. E tem a sorte de os ler de borla, quer no trabalho quer em casa, pois no serviço tem acesso a praticamente todos os jornais regionais. Dos nacionais, lê os chamados diários de referência. De O MIRANTE gosta sobretudo da secção de sociedade. “Tem temas mais abrangentes e diversificados do que outras secções mais concretas, como é o desporto”, diz. “Depois há outras secções, que não são propriamente jornalismo, como o Cavaleiro Andante, que é a parte mais divertida”.Outra secção de que não dispensa a consulta é a agenda cultural. Pérsio gosta de cinema, de teatro, de dança e tem pena que na região não haja mais oferta cultural e por vezes seja necessário ir a Lisboa. Não descura também a consulta de portais na Internet em busca de novidades. E de entre eles destaca o de O MIRANTE. Apesar de estar por dentro dos mecanismos que produzem a informação, Pérsio ainda se emociona com algumas notícias. Sobretudo quando se trata de dramas pessoais. “Há algumas notícias que me entristecem. Temas ligados a sociedade, tipo famílias com fome, ou desalojadas…”.E considera que a denúncia, pela comunicação social, tem a sua utilidade. “Chama a atenção das pessoas para problemas que têm de ser resolvidos. Se ninguém falar neles então é que ninguém vai ajudar. Quando as coisas surgem na praça pública multiplicam-se por mil as hipóteses de as pessoas serem ajudadas”.

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