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Não há polícia que não gostasse de ser jornalista

Vítor Lopes, agente da PSP, 38 anos, Alpiarça
Quem disse que um polícia não se interessa por notícias que não metam tiros e pancadaria? Vítor Cordeiro Lopes, residente em Alpiarça, é o exemplo da nova geração de agentes, que se interessa por matérias tão diversificadas como a fotografia e a cultura. “Se eu fosse jornalista”, explica, “gostava de fazer o trabalho que fazem os jornalistas na imprensa regional. Escrevem sobre determinado assunto e documentam-na com fotos suas”.As secções de cultura dos jornais e revistas são as mais procuradas por Vítor Lopes, que deixa uma sugestão a O MIRANTE. “O jornal devia ter um destacável com mais informação sobre eventos, iniciativas, exposições. Um suplemento cultural que desse a conhecer novos talentos nesta área”.O agente da PSP é daquelas pessoas que tem por hábito ler o jornal de trás para a frente. Primeiro porque a secção que mais gosta vem geralmente nas últimas páginas, depois porque se por qualquer motivo não tiver tempo de o ler todo, acabam por ficar para trás as notícias das desgraças, “as que fazem vender jornais mas das quais não sou grande apreciador”.Do que não gosta mesmo nada é da política. “Quem está no poder tem de um modo geral muito mais tempo de antena que os que lhe fazem oposição. O senhor presidente da câmara x ou y aparece sempre em primeiro plano”.A profissão de polícia dá-lhe um auto controlo adicional sobre situações do dia a dia mas não o impede de já ter ficado “chateado” com as notícias que dão mais ênfase ao prevaricador que à vítima. E irrita-se com situações de injustiça. Ao contrário, quando a notícia é sobre “alguém que fez bem a alguém” fica emocionado “porque se está a dar relevo a valores que entraram em decadência”.Vítor Lopes acredita que “não há jornalista que não gostasse de ser polícia em alguma situação, para poder punir alguém, nem polícia que não gostasse de vestir a pele de jornalista por um dia, para poder denunciar publicamente algumas situações”.

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