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GNR continua a pescar redes ilegais

Num mês já foram capturados 43 artefactos de pesca e decorrem investigações para identificar prevaricadores
Edição de 28.12.2005 | Sociedade
A GNR está empenhada em apanhar os pescadores que se dedicam à pesca ilegal de enguias bebés, conhecidas por meixão, no distrito. As equipas do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (Sepna) da Guarda estão a investigar a actividade e no espaço de um mês já apreenderam 43 redes no leito do Tejo. Nos dias 21 e 22 de Dezembro a GNR apanhou 15 redes no rio Tejo entre as localidades de Porto de Muge e Valada, concelho do Cartaxo. E recolheu também três redes que estavam nas margens prontas a ser usadas. Isto depois de no dia 29 de Novembro, na mesma zona, terem sido apreendidas 25 redes usadas na captura ilegal do meixão. O comandante da secção de investigação criminal do grupo territorial de Santarém da GNR justifica que a apanha das enguias em estado larvar “põe em causa a sobrevivência desta e de outras espécies que utilizam o rio para se desenvolverem”. O major Lopes Pereira explica ainda que a actividade é “bastante lucrativa para os prevaricadores” que, estima-se, rende anualmente cerca de 20 milhões de euros. A GNR está a desenvolver diversas investigações que levem à identificação dos pescadores ilegais, já que nas operações de combate a esta actividade não foi possível apanhar ninguém em flagrante. Até porque ao mínimo movimento estranho os pescadores abandonam o local. Na acção dos dias 21 e 22 o Sepna, com a colaboração da Polícia Florestal, retirou das redes cerca de 3 quilos de meixão e 7,5 quilos de várias espécies de peixes. O pescado foi devolvido ao rio ainda com vida. A pesca do meixão desenvolve-se entre Outubro e Abril. A lei não permite que as redes de pesca estejam mais de 24 horas dentro de água. Estas estão vários dias. Não são permitidas malhas inferiores a dois milímetros e só é admitida a captura de enguias com mais de 20 centímetros. As enguias bebés são um petisco muito apreciado pelos espanhóis, que, segundo a GNR, chegam a pagar entre 70 e 350 euros por um quilo de meixão.

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