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Almeirim dá prioridade à habitação social

Almeirim dá prioridade à habitação social

Município pretende investir nesse sector mais de dois milhões de euros nos próximos três anos

A Câmara de Almeirim pretende reforçar a capacidade de oferta no campo da habitação social.

Em 2006 a Câmara de Almeirim pretende iniciar um processo com vista à construção de habitação social no concelho. Durante este ano a autarquia pretende gastar 250 mil euros. Verba que é reforçada em 2007 com 1.058.745,00 euros e no ano seguinte com 1.108.745,00 euros. Esta é a principal obra inscrita no plano plurianual de investimentos/plano de actividades do município, aprovado na sessão da assembleia municipal de 29 de Dezembro.Segundo explicou o presidente da câmara, José Sousa Gomes (PS), os montantes foram apurados numa estimativa que teve por base negociações com o Instituto Nacional de Habitação (INH). No plano o autarca explica que a “habitação social é um dos grandes problemas actuais, na medida em que se verifica uma enorme escassez de resposta face ao elevado número de procura”. Neste novo ano a população de Fazendas de Almeirim tem razões para ficar contente, já que a autarquia pretende acabar com muitas das ruas de terra batida que ainda existem no aglomerado urbano. Está prevista no plano uma verba de 504 mil euros para a construção de arruamentos na freguesia rural mais populosa do concelho. Não vai ser a crise que vai impedir a câmara de pôr as pessoas a divertirem-se. E por isso projecta gastar 120 mil euros nas festas da cidade. E igual verba na mostra gastronómica “Pão, Vinho e Companhia”. Para as colectividades vão ver transferidos 350 mil euros para apoio às suas actividades. Para a requalificação da praça Lourenço de Carvalho, conhecida por parque das laranjeiras, no centro da cidade, uma obra falada há vários anos, está previsto um montante 250 mil euros. O presidente da câmara reconhece, na sua introdução escrita no plano plurianual de investimentos/plano de actividades do município, que se está em tempo de vacas magras. Por isso, diz, “o plano limita-se a executar empreitadas já concursadas e a manutenção, conservação e exploração de vários equipamentos desportivos, culturais e de lazer que entretanto pudemos construir nos últimos anos”. Na área da protecção civil, o deputado municipal do PSD, João Lopes, criticou o facto da verba a transferir para os bombeiros voluntários para o seu funcionamento ser “bastante baixa” (80 mil euros). E sugeriu à autarquia o seu reforço no futuro, para permitir a criação de um grupo de intervenção permanente. Uma situação que Sousa Gomes considerou não ser de fácil implementação devido às dificuldades financeiras que se vivem.No plano para 2006 é possível também verificar que a câmara ainda está a pagar algumas obras que já foram concluídas. Como é o caso da reconstrução do cine-teatro, que aparece no documento com uma verba de 250 mil euros. Quase tanto como a conta da iluminação pública que a autarquia prevê pagar ao longo ano e que é de 300 mil euros. O plano plurianual de investimentos/plano de actividades do município foi feito tendo em conta um orçamento de 16,945 milhões de euros. Dos quais a maior parte (9, 523 milhões) são absorvidos por despesas correntes. Para investir em obras estão previstos 7,421 milhões de euros. A câmara espera receber por via das transferências do Estado, venda de bens de investimento e empréstimos 7,411 milhões de euros. E prevê uma receita corrente (rendas, taxas e coimas, impostos municipais sobre imóveis e veículos...) de 9,524 milhões euros. Admite ainda vir a encaixar 9,625 milhões de outras receitas O plano plurianual de investimentos/plano de actividades do município foi aprovado com 15 votos a favor (PS), seis abstenções (CDU) e quatro votos contra (3 do PSD e 1 do CDS/PP).
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