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A sorte de um engano

Edição de 06.12.2006 | Cultura e Lazer
A Sociedade Filarmónica Payalvense nasceu em 1896 em Paialvo, Tomar. Os músicos que a compunham eram praticamente todos da terra e ensaiavam num barracão propriedade do médico da aldeia. Mas há 30 anos um acaso do destino mudou a vida da sociedade.Foi no Verão, num ano que se realizava a famosa Festa dos Tabuleiros, em Tomar. Manoel de Matos, empresário da construção civil e à altura um dos homens mais ricos do país, natural do concelho, vinha de Lisboa para assistir à festa mas o seu motorista ter-se-á enganado no caminho habitual. E foi parar a Paialvo numa altura em que a banda tocava nas ruas da aldeia.Amante de música filarmónica, Manoel de Matos disse ao motorista para encostar o carro e ficou a ver passar a banda. Depois da actuação quis saber onde ela ensaiava e ficou chocado quando lhe mostraram o barracão. Não descansou enquanto não comprou um terreno situado junto à estrada principal da aldeia, mandando aí erigir um grande edifício para albergar a sede da banda. Em honra do seu benfeitor, a então direcção decidiu acrescentar à sociedade o nome de Manoel de Matos, ficando esta a denominar-se Sociedade Filarmónica Payalvense Manoel de Matos.Enquanto foi vivo o construtor civil nunca faltou a um aniversário da banda e, quando morreu, foi sempre substituído pela esposa e/ou pelos filhos. A esposa entretanto também faleceu e de há dois anos para cá que ninguém da família tem comparecido às cerimónias. Manoel de Matos, o empresário que ofereceu a sede à filarmónica, nunca será no entanto esquecido pelas gentes da terra. E o seu nome está perpetuado numa banda que quer fazer mais e melhor em prol da música filarmónica.

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