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Sociedade Euterpe Alhandrense quer recuperar Carnaval

Colectividade festeja 144 anos e homenageia sócios

Auditório completamente cheio para comemorar o aniversário da colectividade mais antiga do concelho. A Euterpe não pára e quer recuperar o Carnaval em Alhandra.

Edição de 06.12.2006 | Cultura e Lazer
A data 1 de Dezembro, dia da restauração da independência de Portugal, é também sinónima, desde há 144 anos, do aniversário da Sociedade Euterpe Alhandrense (SEA).Nesse sentido, o presidente da referida agremiação afirmou a O MIRANTE sentir-se “orgulhoso” pelo caminho percorrido, quer por si, quer por quem lhe precedeu, “porque o trabalho à frente da emblemática colectividade nunca foi, não é e nem se apresentará fácil no futuro”. Jorge Zacarias referiu a propósito “tudo fazer” para revitalizar o Carnaval de Alhandra, evento cultural que considera ser de prestígio “não só para a localidade, como também para toda a região”. Sobre o Espaço Cultural Salvador Marques, aquele responsável referiu no discurso de ocasião existirem contactos junto da autarquia, entre outras entidades, tendo em vista uma definição concreta sobre a respectiva infra-estrutura. Caracterizando o Conservatório Regional Silva Marques como “um projecto de êxito, quando muitos o votavam ao fracasso”, o presidente da SEA destacou ainda o esforço da colectividade em dotar os estabelecimentos de ensino que carecem de docentes para leccionarem nas aulas de enriquecimento curricular dos alunos do primeiro ciclo.Das comemorações do 144º aniversário da Sociedade Euterpe Alhandrense fez também parte a entrega dos emblemas aos sócios, respectivamente, com 25 e 50 anos de filiação. Após receber o distintivo dos 50 anos, Luís Carvalho, de 67 anos, sublinhou a O MIRANTE o sentimento de “estar vivo”, ao que relembrou: “O emblema dos 25 anos foi o compadre António Soares ‘Cachucho’ quem o recebeu, por eu estar, na altura, imigrado na Alemanha. Desta vez, fiz questão de estar presente para receber o emblema dos 50 anos. Neste quarto de século muita coisa se passou na minha vida, mas o facto de voltar e receber mais uma condecoração, reveste-se, desta vez, de um significado ainda mais forte que tenho para com Alhandra”. Sobre a SEA, o mesmo referiu a importância da colectividade na sua vida: “Quando nasci, era a colectividade mais importante da localidade. Hoje em dia sou um homem da cultura e esta minha vocação só existe graças à Sociedade Euterpe”. De referir que Luís Carvalho é reformado e divide actualmente a sua vida entre Alhandra e a cidade alemã de Hamburgo.

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