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Porque é que as barragens não fazem descargas faseadas?

Edição de 06.12.2006 | O Mirante dos Leitores
Mais uma vez assistimos impotentes à invasão dos campos e povoações pelas águas na bacia do Tejo. É certo que as condições metereológicas foram extremas, mas esta situação do meu ponto de vista poderia ser minimizada ou evitada, se houvesse uma actuação correcta pelos responsáveis das barragens. Hoje o comum cidadão tem à sua disposição uma enorme quantidade de informação através do acesso à internet, nomeadamente no que respeita a previsões metereológicas. Há cerca de uma semana atrás já se previa com alguma exactidão que na Sexta-Feira 24 de Novembro, Portugal estava sujeito a condições extremas de precipitação na ordem de 70 a 90 litros por metro quadrado. É de estranhar que os responsáveis pelas barragens, não tivessem conhecimento destas previsões! Penso, na minha modesta opinião, que deve ser simples efectuar descargas duma forma faseada, ao longo da semana, e actuar duma forma preventiva em relação ao temporal que estava anunciado. Não foi o que se verificou. As descargas evitam-se até ao momento em que já não há outra solução e são feitas no máximo caudal que a barragem permite descarregar, sem qualquer respeito pelas pessoas que habitam as zonas ribeirinhas e vêem destruídos os bens no interior das habitações, os agricultores que perdem as suas culturas, além de todos os custos inerentes a operações de vigilância e salvamento de todas as entidades envolvidas.Os interesses económicos das hidro-eléctricas nunca são questionados, o culpado é sempre o clima. Nós que habitamos e usufruímos deste vale temos que suportar os prejuízos que na maioria das vezes são causados por esta má gestão das barragens.Para mim nesta cheia foi o que se verificou.Paulo Ferreira

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