
Coruche realça importância de criação de Serviço de Urgência Básico no concelho
Moção do PS que defendia urgência em Coruche foi reformulada após críticas dos outros partidos
A assembleia municipal defende a criação do Serviço de Urgência Básico no concelho mas não aponta um local em concreto. E quer que o atendimento nocturno no centro de saúde se mantenha até que essa valência seja uma realidade.
A Assembleia Municipal de Coruche reuniu extraordinariamente a 29 de Novembro para reforçar a necessidade de se instalar no concelho uma unidade de Serviço Básico de Urgência (SUB). No Biscainho, como aponta o relatório de uma comissão técnica do Ministério da Saúde, ou noutro ponto do concelho. A moção aprovada foi reformulada com o apoio de Carlos Seia (PSD), após a apresentada por José Coelho (PS) – que defendia a criação do SUB na sede de concelho, em consonância com as posições defendidas pelo presidente da câmara - ter merecido críticas da restante oposição por conter incorrecções e contradições.O documento reforça ainda que o serviço de atendimento permanente (SAP) que funciona entre as 20h00 e as 08h00 no centro de saúde local, deve continuar a funcionar até existir o novo SUB. Apenas o vogal da CDU Armando Rodrigues votou contra a moção, por considerar que o relatório indica apenas uma hipótese e não um facto consumado. Defendeu também a criação de uma comissão de elementos da assembleia para analisar questões da saúde, o que não foi aceite. Quatro elementos da CDU abstiveram-se na votação da moção, enquanto 21 eleitos votaram a favor, incluindo a restante bancada comunista e a presidente da mesa, Fernanda Pinto.Na intervenção mais esclarecedora da noite, o social-democrata Carlos Seia, médico de profissão, considerou que a possibilidade de criação de uma unidade de emergência no Biscainho com meios humanos e técnicos de qualidade a 15 quilómetros é melhor que nada ter.Em 2005 o atendimento complementar do centro de saúde, que funciona entre as 20h00 e as 08h00, recebeu em média 3,4 pessoas por noite, tendo três funcionários no local. “Será uma mais valia para o concelho de Coruche vir a ter um equipamento a funcionar 24 horas, com raio-x, análises clínicas e meios auxiliares de diagnóstico, e um mínimo de dois médios e duas enfermeiras, do que ter um serviço de 12 horas a remeter os utentes para as urgências em Santarém”, sustentou Carlos Seia.O comunista Armando Rodrigues acusou a maioria socialista de ter uma posição “egoísta e demagógica”, ao querer centrar a unidade em Coruche. “Há anos que o SAP do Centro de Saúde envia pessoas para Santarém por falta de meios técnicos e humanos”, acrescentou.O presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes (PS), sustentou que o SUB servirá melhor a população instalada na sede de concelho do que no Biscainho pela maior centralidade. E recordou a reunião recente com a secretária de Estado da Saúde. “Fomos informados que os utentes de Benavente e Samora Correia irão ser encaminhados para o Hospital de Vila Franca. E que um SUB no Biscainho poderia até ser utilizado por utentes de Palmela, Montijo e Alcochete, para admiração nossa. Sendo assim só vejo vantagens em que uma unidade seja criada em Coruche”, confessou o autarca. A presidente da assembleia, Fernanda Pinto (CDU), também médica, opinou que a criação do SUB irá depender da escolha dos traçados rodoviários do IC 10 e IC13 que irão atravessar o concelho. A líder do grupo do PS, Luísa Portugal, também ela médica, que chegou a ser directora do centro de saúde local, faltou à assembleia.

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