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Duas centenas de atletas correm pela solidariedade

Receita reverteu para compra de alimentos
Edição de 20.12.2006 | Desporto
A luta contra a fome e a pobreza juntou duas centenas de atletas numa corrida no Entroncamento. A competição não ficou de fora, mas ficou em plano secundário. Atletas de vários escalões, netos, mães e avós responderam ao desafio. O evento destinava-se sobretudo a angariar fundos para a luta contra a fome e a pobreza e realizou-se no domingo de manhã na chamada zona verde da cidade.A acção inserida na iniciativa “Dez Milhões de Estrelas” foi organizada pela Cáritas do Entroncamento, e segundo o seu presidente, Alexandre Evaristo, teve uma participação que ultrapassou todas as previsões mais optimistas. “Correram ou marcharam duas centenas de pessoas, mas o nível de adesão foi muito maior. Houve muita gente que contribuiu com senhas de compras e não veio correr. Foi uma prova de que as pessoas da região estão despertas para a solidariedade”, garantiu. As verbas da acção são uma ajuda preciosa para a causa a que a associação se entrega.A corrida culminou uma série de acções que a Cáritas do Entroncamento vem desenvolvendo nesta quadra natalícia. “Tivemos já o almoço de Natal, que reuniu as pessoas muito carenciadas que apoiamos durante o ano inteiro, tivemos a colocação de velas acesas na escadaria da câmara municipal, desenhando a palavra paz, fizemos um concerto na igreja matriz, com a Orquestra das Beiras e dois coros excelentes, e hoje tivemos esta grande onda de solidariedade”, referiu Alexandre Veríssimo. Cada participante tinha de pagar uma senha mínima de 1 euro, mas a maioria contribuiu com muito mais.A satisfação de participar era muito visível no rosto de cada atleta. Dionilde Romana, 61 anos, tem por hábito fazer uma caminhada diária com o marido, e por isso quando viu o programa da corrida não hesitou e inscreveu-se. “É uma dupla satisfação. Para além de fazer a minha caminhada muito bem acompanhada estou também a contribuir para quem precisa”, disse.Ao lado caminham cinco jovens. Representam a geração mais nova que quiseram apoiar a luta contra a pobreza. A ideia partiu da “avó” Alzira Veríssimo, 74 anos, voluntária no Lar dos Ferroviários, que todos os dias atravessa a cidade para acompanhar os seus amigos no lar. “Estamos aqui sobretudo para ajudar a chamar a atenção da população do Entroncamento para o trabalho que a Cáritas faz no Entroncamento”.Os atletas do Zona Alta de Torres Novas, Clube Atlético Riachense, Ferroviários e CLAC / Tany, entre outros, participaram numa corrida quase simbólica de oito mil metros. Ajudaram também a engrossar o número de senhas de compras, e espalharam ainda mais a acção pelas ruas da cidade. Os prémios foram meramente simbólicos, eram mais uma recordação da presença na primeira corrida da solidariedade.

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