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Jogadores do União de Tomar acusam presidente da câmara de não gostar da cidade

Jogadores do União de Tomar acusam presidente da câmara de não gostar da cidade

Presidente do clube confirmou que se vai demitir

O presidente do União de Tomar vai mesmo demitir-se da presidência do clube. Manuel Graça anunciou a decisão perante centena e meia de atletas, técnicos e dirigentes presentes no jantar de Natal do clube.

Edição de 20.12.2006 | Desporto
Os jogadores do União de Tomar estão revoltados com o presidente da Câmara de Tomar, que em plena sessão de câmara os acusou de receberem “ordenadões” para representarem os clubes. Na sexta-feira, no final do jantar de Natal que reuniu atletas de todos os escalões do clube, os futebolistas seniores, na sua maioria no clube desde as camadas jovens, entregaram uma carta aberta onde mostram toda a sua mágoa e indignação, devido às declarações de António Paiva, inseridas na edição anterior de O MIRANTE. (ver em www.omirante.pt)Na carta agora divulgada, os atletas garantem que o presidente está enganado e ninguém recebe mais de 50 euros mensais. O documento foi aprovado num balneário indignado e os jogadores acusam António Paiva de não gostar nem de Tomar nem do União. “A maior parte de nós atletas, somos formados no clube e oriundos do concelho, jogamos por amor à camisola e porque somos de Tomar queremos dignificar o clube e a cidade, coisa que o senhor presidente António Paiva não é capaz de fazer por não saber o que é ser um verdadeiro tomarense”, pode ler-se na carta.No final do jantar, que contou com a presença de mais de centena e meia de pessoas, num discurso triste, Manuel Graça confirmou a saída, anunciada em primeira mão por O MIRANTE há uma semana e garantiu que só fica à frente do clube até à assembleia-geral, que se realizará antes do final do ano. O dirigente, cujo mandato terminava em Março de 2007, considera que os problemas que a câmara está a colocar ao União de Tomar têm a ver com o conflituoso relacionamento existente entre ele e António Paiva, pelo que só lhe resta o caminho da saída.“Hoje lamento algumas situações que se passaram. Sinto que fui enganado quando aceitei colaborar com o presidente da câmara na altura da saída do estádio e quando levantei a voz a pedir justiça fui hostilizado por António Paiva, que não mais perdoou que eu tivesse feito a defesa intransigente do clube, e daí em diante apenas tenha lutado para nos prejudicar. Saio triste, mas com a certeza de que estou mais uma vez a defender o União de Tomar”, garantiu.Numa altura em que o clube está privado de receitas de entradas para os jogos e de publicidade, obrigar o clube a pagar sete e nove euros por hora para usar o estádio, tem, para a direcção e adeptos, apenas o fim de acabar com um dos mais históricos clubes da cidade. “Toda direcção está solidária com o presidente Manuel Graça e sairemos também todos no dia em que ele sair”, garantiu ao nosso jornal o carismático dirigente Jerónimo Capelão.Presente no jantar a representar a autarquia estava o vereador Carlos Carrão, e o facto de dar a cara numa altura que sabia ser de “guerra” valeu-lhe o reconhecimento da maioria dos presentes e do próprio presidente Manuel Graça. Depois de ouvir o anúncio da saída do responsável pelo União de Tomar, o vereador tentou deitar água na fervura, mas admitiu que as posições entre os dois presidentes estão extremadas e não ajudam a resolver o problema.Carlos Carrão, num discurso longo, tentou estabelecer pontos de equilíbrio entre as duas facções, garantindo que é necessário explicar que se as coisas não estão boas para o União também não o estão para a câmara. “Os directores e os adeptos têm que saber que os clubes só vão pagar trinta por cento dos custos de funcionamento dos equipamentos”.Carlos Carrão deu como exemplo de uma forma de ajuda, o facto do União de Tomar ir participar com três equipas jovens no Mundialito de Futebol que se vai disputar em Vila Real. “É uma oportunidade para pedir a ajuda da autarquia que de certeza não será negada. Mas é preciso sobretudo diálogo para que nem uma, nem outra parte diga coisas de que depois se arrependa”. Recorde-se que toda esta situação foi espoletada após a decisão da autarquia de obrigar os clubes a pagar uma taxa horária pela utilização do estádio de futebol e do pavilhão municipal. Contactado pelo nosso jornal, o presidente da Câmara de Tomar não quis comentar as afirmações dos jogadores.
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