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Telemóveis e Multibanco podem estimular a sociedade de informação

Edição de 20.12.2006 | Economia
Portugal deve apostar em tecnologias como os telemóveis e o Multibanco para trazer os mais velhos e menos escolarizados para a sociedade da informação, defendeu o presidente da OBERCOM, Gustavo Cardoso. "O crescimento para o acesso à sociedade de informação ter-se- á de fazer através dos terminais que cheguem à maior parte das pessoas, isto é, não os PC, mas sim os telemóveis e outros sistemas portáteis", afirmou Cardoso.Em declarações à agência Lusa, o presidente da OBERCOM lembrou que, apesar da recuperação em Portugal nos últimos 30 anos na área das tecnologias de informação e comunicação (TIC), "ainda há muito a fazer para incluir os segmentos que estão fora da esfera de utilização". O segmento da população que mais utiliza as novas tecnologias é constituído pelos "mais novos, porque experimentam mais, e as pessoas com mais instrução, porque compreendem melhor o funcionamento das novas tecnologias", referiu."A solução [para alargar a utilização] pode passar por tecnologias como o telefone ou o Multibanco, cujo uso está mais generalizado entre a população", como demonstra um estudo realizado pelo Centro de Investigação (CIES) do ISCTE, no quadro do Observatório da Comunicação (OBERCOM), em Junho de 2006. A Internet, sendo uma tecnologia de comunicação e informação que permite, simultaneamente, a comunicação interpessoal e de massas, "implica um grande domínio das literacias", o que dificulta a generalização do seu uso, lembrou Gustavo Cardoso.De acordo com o estudo, cerca de 60 por cento das pessoas que concluíram a escolaridade básica tem telemóvel e Multibanco, mas apenas 10 por cento já utilizou Internet. "Estamos, assim, pela primeira vez em mais de uma década de crescimento acelerado da utilização da Internet", perante mercados de substituição "onde quem vende acesso à Internet começa a ver esgotado o seu potencial de crescimento de novos clientes", disse o presidente da OBERCOM.Outra das opções poderia passar pelo uso da televisão por cabo, mas a "bi-direccionalidade, a interactividade, o preço e a necessidade de fidelização para consumo" justificam que "apenas cerca de 30 por cento dos lares tenha acesso ao serviço pago de televisão por cabo". Gustavo Cardoso lembrou que "para ultrapassar a barreira do custo, tem que se dar capacidade de utilização", uma vez que, "se não experimentar, nem confiança ganha nem percebe porque pode ser útil". “A utilidade só se descobre pela experimentação", defende.

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