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Câmara de Almeirim alvo de queixa por usar emissão de rádio em fundo na central telefónica

Cidadão não gostou de ouvir propaganda sobre o referendo ao aborto
Edição de 07.02.2007 | Sociedade
O recurso à emissão de uma rádio local para som de fundo na central telefónica custou à Câmara de Almeirim uma queixa na Comissão Nacional de Eleições (CNE) em plena campanha para o referendo do aborto de domingo. "Uma infeliz coincidência" foi como o vice-presidente do município, Pedro Ribeiro (PS), classificou, em declarações à agência Lusa, a insólita situação. O caso ocorreu na semana passada quando alguém que ligou para a autarquia ouviu um apelo ao voto no "não" no referendo de domingo enquanto aguardava a transferência da chamada para outra extensão."Há quem tenha música, pi-pis, nós temos uma rádio local como som de fundo" na central telefónica, explicou o autarca. Acontece que numa chamada que aguardava a transferência para outra extensão, a emissão da rádio ficou em fundo na altura em que passava um tempo de antena obrigatório, neste caso apelando ao "Não" no referendo, sem que, aparentemente, pelo curto espaço de tempo, desse para perceber que se tratava de uma emissora de rádio.Pedro Ribeiro disse à Lusa já ter contactado a CNE para explicar a situação e diz ter ficado convencido que o caso vai ser arquivado. "Agora já sabemos: até dia 11 [data do referendo] e noutras campanhas eleitorais já sabemos que não podemos utilizar o som da rádio", desabafou o autarca. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) já recebeu 48 queixas sobre situações ocorridas durante a campanha iniciada há uma semana para o referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), a maioria colocadas pelo PCP e PS.

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