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Negócio fechado nas costas ou o amigo de peniche

Edição de 04.04.2007 | Opinião
Ele vendeu o traseiro por quinze euros.O negócio foi fechado no Parque Eduardo VII, em Lisboa, há três anos atrás.A seguir, os dois foram para o Barreiro. Despiram-se e lá tiveram as planeadas relações sexuais.O prostituto era um toxicodependente. Quanto ao cliente, tratava-se de um conhecido economista abastado, que se fazia deslocar num potente automóvel.A coisa acabou mal.O homossexual esfaqueou o prostituto. O rapaz ia morrendo. Esteve hospitalizado durante duas semanas. Ficou ligado a um ventilador ao longo de cinco dias.O caso andou envolvido em mistério e ainda hoje há aspectos por esclarecer.A primeira dúvida era a de saber por que razão foram eles para o Barreiro.A razão parece ser a seguinte: o irmão do prostituto vivia cá. Por outro lado, o economista invertido não conhecia a cidade de parte nenhuma.É bem provável que o prestador dos serviços sexuais tivesse sugerido o Barreiro para estar protegido e colocar o cliente numa posição mais vulnerável.Depois, havia uma circunstância curiosa. Embora nunca tivesse vindo ao Barreiro, quem veio a conduzir foi o próprio cliente. Pelos vistos, não gostava de emprestar o veículo ao parceiro de ocasião.Mas logo que saíram do Barreiro, quem seguiu ao volante foi o prostituto. Portanto, levantava-se a questão: será que o homossexual endinheirado já se encontrava a agir contra a sua vontade?De uma coisa não restam dúvidas nenhumas. O cliente era casado. O prostituto aceitou o serviço por um preço relativamente baixo. Mas depois ameaçou o freguês que iria revelar a toda a gente que ele gostava era de homens.Já com o outro a conduzir a viatura, seguiu-se um estranho périplo. Foram para Peniche, onde vivia uma namorada do prostituto. A seguir, regressaram para a zona de Lisboa. O automóvel ficou estacionado à porta da luxuosa moradia do cliente. O homem foi lá dentro, buscar mais dinheiro, para entregar ao toxicodependente.A aventura terminou em Lisboa, na Rua da Palma.Ainda no interior do veículo, o cliente sacou de uma navalha. Atingiu brutalmente o prostituto. Espetou-lhe a arma cinco vezes.A vítima só se salvou porque conseguiu sair da viatura. Mas caiu logo prostrado no chão, no meio de uma poça de sangue.*Juiz

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